Os preços dos contratos futuros do ouro fecharam em queda, pressionados pela valorização do dólar e pelas expectativas de juros mais altos nos Estados Unidos, o que reduz a atratividade do metal precioso e torna as commodities cotadas na moeda americana mais caras para compradores estrangeiros. As negociações de paz entre EUA e Irã também seguem no radar.
Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para agosto fechou em queda de 1,27%, a US$ 4.149,4 por onça-troy.
O índice DXY, que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos, superou os 101,40 pontos, nas máximas de um ano.
“A reprecificação das expectativas em relação ao Federal Reserve (Fed), juntamente com dados macroeconômicos resilientes dos Estados Unidos, desempenhou o papel principal na queda do preço do ouro”, diz o Deutsche Bank, em nota.
O cenário-base revisado do banco prevê que o ouro atingirá US$ 4,8 mil por onça-troy no quarto trimestre, em consonância com a manutenção indefinida das taxas pelo Fed, enquanto um cenário de risco, que precifica de três a quatro aumentos de juros pelo Fed, poderia levar o ouro a US$ 3,8 mil por onça-troy.
O Deustche Bank pontua que a demanda dos bancos centrais segue como principal suporte para o ouro, impulsionada pela busca de mercados emergentes por maior alinhamento de reservas com países desenvolvidos, embora esse fluxo não tenha acelerado o suficiente para compensar a fraqueza da demanda de investimento. Com isso, a perspectiva para o segundo semestre é neutra e altamente dependente de dados e do Fed, ainda que fatores estruturais positivos persistam.