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terça-feira, junho 2, 2026

Novo Pix da Leitura propõe benefício para brasileiros acima de 16 anos; veja quem terá direito

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Um projeto em análise na Câmara dos Deputados propõe criar um incentivo financeiro para aproximar os brasileiros da leitura. A medida prevê um crédito cultural para cidadãos que registrarem contato com livros físicos, digitais ou audiolivros.

Chamado de Pix da Leitura, o programa aparece no Projeto de Lei 7099/2025, apresentado pelo deputado federal Duda Ramos (MDB-RR). A proposta ainda não está valendo e precisa avançar no Congresso antes de qualquer aplicação.

A iniciativa busca transformar a leitura em uma atividade estimulada por meio de benefícios culturais. O texto prevê que o participante não receberá dinheiro livre para qualquer uso, mas valores destinados ao consumo de produtos e serviços ligados à cultura.

Quem poderá participar do Pix da Leitura?

De acordo com o projeto, brasileiros a partir de 16 anos poderão entrar no programa de forma voluntária. A adesão aconteceria por uma plataforma digital oficial criada para acompanhar os registros.

O cidadão precisaria comprovar o engajamento com alguma obra. O projeto aceita diferentes formatos de leitura, incluindo livros impressos, versões digitais e audiolivros.

A proposta não prevê provas, notas ou avaliações escolares. O participante poderia fazer um breve comentário, enviar um resumo, gravar um áudio ou usar outro formato definido posteriormente pelas regras do programa.

Segundo o texto apresentado, a intenção é incentivar o contato com livros sem transformar a participação em uma atividade obrigatória de desempenho.

Como o crédito cultural poderia ser usado?

O Pix da Leitura prevê o depósito do crédito em uma carteira digital ligada ao próprio programa. O valor de cada benefício ainda não foi definido.

Caso a proposta avance, o governo deverá estabelecer regras sobre valores, limites e funcionamento.

O dinheiro também teria restrições de uso. O projeto determina que o crédito cultural poderia pagar:

  • compra de livros físicos ou digitais;
  • cursos livres e oficinas;
  • atividades de formação;
  • ingressos para cinema, teatro, shows e exposições;
  • outros serviços culturais cadastrados.

A proposta impede que o participante transforme o crédito em dinheiro comum. O benefício ficaria restrito ao setor cultural.

Além disso, o texto prevê um prazo de validade para os valores recebidos. Esse período ainda dependeria de regulamentação.

Norte e Nordeste aparecem como prioridade no Pix da Leitura

O projeto estabelece prioridade para regiões com menor acesso a atividades culturais. A proposta cita atenção especial aos estados do Norte e do Nordeste.

Entre os critérios previstos estão municípios com baixos indicadores de leitura, menor renda média e pouca oferta de espaços culturais.

O texto também permite prioridade para determinados grupos da população. O projeto também permite dar prioridade a pessoas inscritas em programas sociais, além de moradores de comunidades rurais, periferias, áreas tradicionais e regiões de fronteira.

O sistema digital previsto na proposta terá que garantir acesso facilitado aos usuários e seguir normas de segurança para proteger os dados dos participantes.  O sistema também precisará funcionar de forma simples e considerar locais com dificuldades de conexão.

Créditos: (Reprodução/N1N)

Projeto ainda passa pela Câmara dos Deputados

O PL 7099/2025 foi apresentado em 22 de dezembro de 2025 e segue em tramitação na Câmara dos Deputados.

Em março de 2026, o projeto foi encaminhado para análise das comissões. A primeira etapa ocorre na Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais.

A comissão definiu o deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS) como relator responsável pela análise da proposta.

O texto também deve passar pelas comissões de Cultura, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Como tramita em caráter conclusivo pelas comissões, a proposta pode avançar sem votação no plenário da Câmara, caso não haja recurso para análise de todos os deputados.

Mesmo se aprovado nessa etapa, o programa ainda depende do restante do processo legislativo e de regulamentação para começar a funcionar.

Se virar lei, o Poder Executivo terá prazo de 180 dias para definir detalhes como valores, controles e critérios de implantação do Pix da Leitura.

[Fonte Original]

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