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segunda-feira, junho 29, 2026

Petróleo Fecha em Alta após Ataques entre EUA e Irã

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Os preços do petróleo fecharam em alta de mais de 1% nesta segunda-feira (29), depois que os ataques entre os Estados Unidos e o Irã destacaram a fragilidade do acordo de paz provisório entre os dois países, enquanto as esperanças cautelosas de uma recuperação contínua do transporte de energia pelo Estreito de Ormuz limitaram os ganhos.

Espera-se que as equipes técnicas do Irã e dos EUA, que trabalham na implementação de um acordo de paz provisório, se reúnam em Doha nos próximos dias, informou uma fonte à Reuters nesta segunda-feira, depois que os ataques recíprocos do fim de semana ameaçaram comprometer o acordo.

Os futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$1,16, ou 1,61%, a US$73,15 o barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$1,52, ou 2,2%, para US$70,75.

O petróleo Brent caiu 10,6% na semana passada, registrando a terceira queda semanal consecutiva, depois que os embarques de petróleo pelo estreito atingiram o nível mais alto desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no final de fevereiro.

Especialistas iranianos e omanis iniciarão negociações sobre a redefinição das rotas de trânsito pelo Estreito de Ormuz nos próximos dias, disse o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, à TV estatal nesta segunda-feira, acrescentando que seu país tentará impedir a passagem de embarcações fora das rotas definidas.

As exportações de petróleo do Golfo Pérsico estão se recuperando rapidamente, atingindo pelo menos 75% dos níveis pré-guerra, afirmaram analistas da Gelber & Associates em uma nota divulgada nesta segunda-feira.

No entanto, os analistas alertaram que o tráfego pelo estreito está longe de estar totalmente recuperado, o que contribui para manter os preços um pouco elevados.

Ibovespa

O Ibovespa flertou com os 174 mil pontos, mas fechou com um declínio marginal, tendo Embraer entre as principais pressões negativas, em sessão com volume reduzido. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,05%, a 173.205,35 pontos, após os ajustes de fechamento, tendo marcado 172.392,54 pontos na mínima e 173.891,53 pontos na máxima do dia.

Em dia com jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo no meio do pregão, o volume financeiro somou R$14,167 bilhões, de uma média diária de R$30,675 bilhões no mês. O Brasil venceu o Japão por 2 a 1.

De acordo com análise gráfica semanal de analistas do BB Investimentos, o desempenho recente do Ibovespa sugere um possível alívio na sequência de quedas que vinha ocorrendo desde a segunda quinzena de abril.

“Para confirmar o retorno à tendência de curto prazo de alta, o índice precisa fechar acima dos 176 mil pontos, com o objetivo seguinte já na casa dos 182.900”, afirmaram em relatório a clientes.

Destaques

• ITAÚ UNIBANCO PN avançou 0,4%, em sinal acompanhado pelo BRADESCO PN, que fechou em alta de 1,4%, e SANTANDER BRASIL UNIT, que subiu 1,78%. BANCO DO BRASIL ON recuou 0,39%. O governo apresentou nesta segunda-feira uma nova etapa do programa Desenrola, com o foco na renegociação de dívidas de pessoas que estão com as contas em dia, além de uma nova linha de crédito consignado privado com garantia do FGTS.

• PETROBRAS PN fechou com acréscimo de 0,21%, em dia de alta dos preços do petróleo no mercado internacional. O barril sob o contrato Brent subiu1,61%. A estatal também antecipou à Reuters que o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu na última sexta-feira novo recorde de produção média diária, de 1,2 milhão de barris por dia de petróleo, com o impulso de novas plataformas. O campo é o maior do mundo em águas profundas.

• VALE ON encerrou com variação negativa de 0,03%, tendo como pano de fundo desempenho misto dos preços futuros do minério de ferro na Ásia.

• EMBRAER ON recuou 2,1%, em sessão de ajustes, após quatro altas seguidas, período em que acumulou uma valorização de quase 5%. No acumulado do mês, o papel sobe 9,66%.

• AZZAS 2154 ON perdeu 3,21%, no segundo pregão de correção, após ganho forte recente na esteira do anúncio pela companhia e que contratou o Morgan Stanley para avaliar alternativas estratégicas envolvendo a marca Farm Rio, com o objetivo de destravar valor dessa marca. Na última sexta-feira, a companhia também divulgou que a marca Hering não está à venda, e que não há, no âmbito da companhia, quaisquer tratativas nem negociações em curso.

• COSAN ON cedeu 1,33%, tendo no radar anúncio da companhia de que está avaliando potenciais alternativas relacionadas à participação que detém na Rumo, em linha com a sua estratégia de desalavancagem e otimização de estrutura de capital. RUMO ON perdeu 0,58%. O colunista Lauro Jardim, de O Globo, também publicou no fim de semana que o Grupo Ultra desistiu de comprar a Rumo. ULTRAPAR ON fechou o dia em alta de 2,81%.

• BRASKEM PNA avançou 5,76%, após duas quedas fortes seguidas. Na sexta-feira, a companhia afirmou que obteve decisão favorável da Justiça para a suspensãopor 60 dias da cobrança de dívidas por determinados credores financeiros.

• MOTIVA ON valorizou-se 1,52%, endossada por relatório de analistas do Citi, elevando a recomendação dos papéis para compra.

Dólar

Após oscilar em margens estreitas durante a sessão, o dólar fechou praticamente estável ante o real, em um dia de variações limitadas da moeda norte-americana também ante outras divisas de emergentes no exterior.

O dólar à vista encerrou o dia com variação positiva de 0,06%, aos R$5,1726. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,76%.

Às 17h02, o dólar futuro para julho — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — cedia 0,06% na B3, aos R$5,1760, com a liquidez tendo despencado durante a tarde em função do jogo entre Brasil e Japão na Copa do Mundo.

Após um projétil iraniano atingir um navio de carga no Estreito de Ormuz na quinta-feira, EUA e Irã trocaram ataques e acusações de violação do cessar-fogo provisório nos dias seguintes. No domingo, porém, uma autoridade norte-americana afirmou que os dois países haviam concordado em suspender as hostilidades e retomar as negociações.

Em reação, o dólar sustentou durante o dia perdas ante divisas fortes como o euro e a libra, mas adotou trajetória mais errática ante as divisas de países emergentes, incluindo o real.

Após atingir a cotação máxima de R$5,1897 (+0,39%) às 10h19, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1557 (-0,27%) às 12h30. Da máxima para a mínima a moeda variou apenas -0,65%.

À tarde a liquidez no mercado despencou durante partida que terminou com a vitória do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo, por 2 a 1, com as cotações quase não se mexendo durante o jogo, que começou às 14h.

No início do dia, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,20. A expectativa para a taxa básica Selic no fim de 2026 seguiu em 14,00% e para o encerramento de 2027 permaneceu em 12,00%.

Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. Hoje o cenário é um pouco diferente em função da perspectiva de alta de juros nos EUA e nova baixa no Brasil.

Também no começo do dia, pesquisa BTG/Nexus mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto no segundo turno da corrida para o Planalto, contra 44% de Flávio. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão em empate técnico. No levantamento anterior, os percentuais eram de 49% e 43%, respectivamente.

Às 17h08, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,27%, a 101,090.

[Fonte Original]

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