Nas conversas sobre o substituto do ex-governador Cláudio Castro na eleição para o Senado do Rio, Jair Bolsonaro tem destacado o fator Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente avalia que o líder do governo na Câmara, Sóstenes Cavalcante, seria a melhor opção para estabelecer diálogos e construir apoios. Bolsonaro teme, porém, que o parlamentar seja alvo de novas ações do Supremo.
O ex-presidente faz a leitura de que Sóstenes ficou muito exposto com a operação da Polícia Federal que encontrou R$ 430 mil em dinheiro vivo em seu endereço, em dezembro. O capitão reformado avalia que, se Sóstenes for o candidato ao Senado, pode sofrer um revés da corte que o deixe fora da disputa eleitoral.
Com isso, o deputado Carlos Jordy se tornou o nome mais forte para substituir Castro, que foi dragado pela crise do Master. Jordy também foi alvo da mesma operação policial, mas, para Bolsonaro, não ficou tão visado como Sóstenes.
Na pesquisa encomendada pelo PL para testar os nomes para disputar o Senado no Rio, Sóstenes não chegou a ser incluído. O levantamento foi um banho de água fria para o partido, já que a petista Benedita da Silva lidera todos os cenários.