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terça-feira, julho 28, 2026

Dólar à vista hoje opera estável com menor risco global, mas petróleo fraco

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O dólar à vista opera perto da estabilidade no início da tarde desta terça-feira (28), em meio ao enfraquecimento adicional dos preços do petróleo e a um ajuste na percepção global de risco por conta de relatos de um possível avanço nas tratativas entre Estados Unidos e Irã. Se o menor risco beneficia ativos como moedas de mercados emergentes, a desvalorização do petróleo tira o suporte do real vindo da perspectiva de termos de troca mais fortes no Brasil. A resultante dos vetores é um câmbio lateralizado. O relatório não figura nem entre as piores nem entre as melhores moedas do dia, na relação das 33 mais líquidas.

Perto das 13h15, o dólar à vista era negociado estável (-0,01%), cotado a R$ 5,1112, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,1097 e batido na máxima de R$ 5,1297. Já o euro comercial exibia apreciação de 0,26%, negociado a R$ 5,8269. O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,25%, aos 101,284 pontos.

Na abertura e nas primeiras horas de negociações, o dólar operou em leve alta, com dificuldade de conseguir magnitude frente ao real. Perto das 12h, a divisa americana perdeu a pouca força que apresentava em meio a relatos de que EUA e Irã podem estar avançando nas negociações por um acordo semelhante ao que se tinha antes do recente rompimento e ataques.

Para além do vaivém dos preços por conta do imbróglio no Oriente Médio, a dinâmica do nível do dólar frente ao real também deve ser marcada daqui para frente pela sazonalidade. O banco Wells Fargo afirma, em nota, que a sazonalidade dos próximos meses é desfavorável para as moedas latino-americanas. “As cinco principais moedas da região se desvalorizaram, em média, cerca de 1,4% entre agosto e setembro ao longo dos últimos 15 anos (excluindo 2020). Esses meses figuram de forma bastante consistente entre os mais fracos para muitas dessas moedas, e o efeito médio é ainda maior quando se exclui o sol peruano (PEN), devido à sua menor sensibilidade às oscilações do mercado (beta mais baixo)”, diz o estrategista Alvaro Vivanco, em nota.

Segundo o Vivanco, depois de o banco adotar visão otimista para as moedas latino-americanas ligadas a commodities durante a alta inicial do petróleo em março e abril, passou a ter uma postura mais defensiva diante da combinação de condições financeiras globais mais restritivas e da deterioração dos fundamentos domésticos. “No início de junho, encerramos as posições compradas remanescentes na região, revisamos para cima nossas projeções para o dólar na América Latina e apresentamos os argumentos para uma pressão persistente sobre as moedas regionais”, aponta.

O estrategista afirma que o efeito sazonal não decorre de uma valorização generalizada do dólar, mas trata-se de um movimento mais idiossincrático de aversão ao risco (“risk-off”), no qual o real e o peso mexicano tradicionalmente lideram as perdas. “Não há um gatilho específico comum a todos os países, mas os ativos de maior risco tendem a enfraquecer em setembro. Além disso, parte da repatriação de dividendos costuma se concentrar nesse período, enquanto os déficits em conta corrente aumentam na segunda metade do ano.”

[Fonte Original]

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