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quinta-feira, julho 2, 2026

Durigan diz que conversa com Congresso para sensibilizar líderes sobre riscos futuros das ‘pautas-bomba’

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que tenta sensibilizar os líderes do Congresso sobre os riscos futuros das chamadas “pautas-bomba”. Em entrevista à TV Record na noite desta quarta-feira, Durigan afirmou estar em contato frequente com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, presidente da Câmara, para mostrar os números do governo e tentar frear iniciativas que tragam perigo às contas nacionais no futuro.

“É natural que em ano eleitoral os parlamentares queiram atender às demandas, mas o impacto é grande para o futuro, é nisso que temos que pensar também. Tenho ótima interlocução com os líderes, sempre tivemos bom diálogo, e temos conseguido reduzir a velocidade com que essas medidas tramitam no Congresso”, disse Durigan.

Especificamente sobre a proposta que está em análise no Congresso sobre as dívidas rurais, Durigan disse que considera a possibilidade de apresentar uma medida provisória sobre o tema, mas que o governo não rejeita um texto originário do parlamento.

“Desde que seja um texto equilibrado e que atenda a quem realmente precisa, não vemos problema na origem do texto. É do interesse ajudar os agricultores em dificuldade, sofrendo com estiagem, ou com prejuízo devido à mudança climática. Mas não pode ser demasiado amplo esse apoio, porque podemos errar na dose do remédio”, ponderou o ministro.

Na entrevista, Durigan também respondeu sobre o temor de que o fim da 6 por 1 traga desemprego, o que ele rechaçou.

“Não teremos desemprego, estamos no melhor momento para acabar com a escala 6 por 1 porque o mercado de trabalho está aquecido, pela primeira vez na história mais de 100 milhões estão ativos no mercado, reduzindo a informalidade”, afirmou ele.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala foi aprovada na Câmara e agora espera que o Senado faça avançar o texto, levando-a à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Segundo Durigan, estudo do governo aponta que três em cada dez trabalhadores estejam na escala 6 por 1, o que coloca a proposta da PEC como um elemento de redução das desigualdades.

“Quem está na 6 por 1 hoje são os trabalhadores negros, as mulheres, os mais pobres. Quem teve oportunidade já está na escala 5 por 2. Tenho acompanhado isso em outros países e vejo que a mudança será positiva, sem perda de produtividade. As pessoas vão seguir entregando o trabalho na escala 5 por 2”, disse o ministro.

Outro tema abordado foi o do combate ao crime organizado, que o ministro afirmou ser de responsabilidade das instituições brasileiras. A declaração foi dada pelo ministro ao comentar a sanção dos Estados Unidos a dois cidadãos brasileiros e a três empresas do país suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Quem tem que cuidar é a polícia brasileira, os investigadores brasileiros, o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras], a Receita Federal. São as nossas instituições que têm que, com rigor, fazer o combate contra a criminalidade”, afirmou.

Ele disse que os Estados Unidos podem cooperar com o Brasil fornecendo informações, mas não sancionando empresas e cidadãos brasileiros, porque eles não têm para onde recorrer, se for constatado que não há ilegalidade em suas atuações.

O ministro disse, ainda, que a ação do governo americano pode ferir a soberania brasileira. “Qual é o receio com a designação de PCC e Comando Vermelho como organização terrorista feita pelos Estados Unidos? Que haja uma interferência na soberania brasileira. Esse é o nosso receio”, contou o ministro na entrevista, segundo o portal r7.

Outro receio do governo é de um eventual impacto sobre o Pix, o sistema instantâneo de pagamentos. “De repente vem uma decisão dos Estados Unidos dizendo que um determinado banco, uma determinada fintech fica impedida de usar meios de pagamento. Ou não só impedindo, mas dizendo: ‘Se você continuar operando, você vai ter uma sanção nos Estados Unidos’”, comentou o ministro.

Também na entrevista, o ministro anunciou que deve rever na próxima semana a subvenção à gasolina, atualmente de R$ 0,44 por litro.

Hoje, foi retirado o subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel diante da queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional. O governo brasileiro já anunciou que vai rever todos esses subsídios conforme haja uma normalização do preço dos combustíveis no país.

[Fonte Original]

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