A renda média do mercado de trabalho no segundo trimestre caiu 1,5% no segundo trimestre, ante o primeiro, para R$ 3.738, pelos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na avaliação do analista do IBGE William Kratochwill, esse resultado reflete que os novos trabalhadores ocupados têm rendimento menor ou mais próximo da média, o que fez com que o valor da renda ficasse praticamente estável. A variação de 1,5% é classificada como estabilidade estatística pelo IBGE neste caso, por estar dentro da margem de erro da pesquisa.
“Há uma rotatividade no mercado de trabalho. E as novas contratações foram com rendimento abaixo ou próximo da média, já que o rendimento médio mexeu pouco. Apesar da contratação no segundo trimestre, o mercado não está dando sinal de pressão sobre os salários”, afirmou ele.
O número de pessoas ocupadas cresceu 1,1% no segundo trimestre, para nível recorde de 103,057 milhões de pessoas.
Um dos fatores que podem contribuir para essa estabilidade no rendimento, segundo Kratochwill, é o fato de que grande parte do aumento de trabalhadores ocupados ocorreu em dois segmentos em que muitos trabalhadores têm nível de instrução mais baixo.
Dois terços (67%) do aumento da ocupação no segundo trimestre vieram de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais e transporte, armazenagem e correio.
Nessas áreas, as atividades em destaque foram educação pública, especialmente de municípios, que respondem pela formação básica, e condutores de veículos e motocicletas e entregadores, como de plataformas.
“Houve aumento significativo da ocupação ocorreu em dois setores, que podem ter nível de instrução mais baixo, com menor produtividade e, portanto, menor nível de rendimento”, disse o analista do IBGE.