Bom dia. Estamos na quarta-feira, 8 de julho.
Cenários
O conflito entre Estados Unidos e Irã recomeçou na madrugada desta quarta-feira (8). Em uma escalada das hostilidades, o Irã atacou petroleiros no Estreito de Ormuz. Forças militares americanas reagiram, atacando alvos iranianos. E o Irã contra-atacou, visando instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait. Mais tarde, durante o encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte realizado na Turquia, Donald Trump disse que o cessar-fogo com o Irã “acabou”.
A retomada do conflito e as declarações de Trump levaram a um aumento das cotações do petróleo e a fortes quedas nas bolsas da Ásia e da Europa. No início da manhã, a queda se estendeu aos contratos futuros dos principais índices americanos e às cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil negociados no pré-mercado em Wall Street.
Os contratos futuros do petróleo Brent subiram 5,15% para US$ 77,98 o barril. O petróleo do tipo West Texas Intermediate, referência para o mercado americano, subiu 5,25%, para US$ 74,14 o barril. Os preços estão em seus níveis mais altos desde 23 de junho.
Os preços do petróleo haviam caído para níveis anteriores à guerra após os EUA e o Irã terem assinado um cessar-fogo no dia 19 de junho. A baixa foi amplificada porque muitos investidores acumularam grandes posições vendidas.
Havia uma aposta no mercado que os preços cairiam ainda mais. A chegada de muito petróleo do Oriente Médio, com a liberação do tráfego no Estreito de Ormuz, levaria à baixa. Em um relatório, o banco americano Citi chegou a prever uma queda para US$ 60 no fim do mês. A cobertura dessas posições vendidas pode amplificar a alta dos preços agora.
Perspectivas
Além da notícia da retomada do conflito no Oriente Médio, os investidores estão atentos à publicação das Minutas da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), versão americana do Comitê de Política Monetária (Copom). A reunião mais recente, realizada nos dias 16 e 17 de junho, manteve os juros americanos inalterados na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, confirmando as expectativas quase unânimes dos investidores. Agora, o que o mercado quer saber é qual a visão do banco central americano para a inflação ao longo do segundo semestre, e se ela vai ao encontro das expectativas crescentes de uma alta dos juros nos EUA.
Indicadores
BRASIL
Vendas no varejo (Mai)
Esperado: ND
Anterior: 1,0%
Vendas no varejo (12M)
Esperado: ND
Anterior: – 1,5%
ESTADOS UNIDOS
Atas da reunião do Fomc