A 14ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV Ibre divulgada nesta sexta-feira mostra que 59,3% dos respondentes afirmam ser “muito improvável ou improvável” perder seu principal emprego e/ou fonte de renda nos próximos seis meses, enquanto 12,1% afirmam ser “provável ou muito provável” que isso ocorra. O restante dos respondentes indica não saber dizer sobre o tema.
Essa edição da sondagem traz dados do trimestre encerrado em julho. Em relação a igual período de 2025, é possível observar um aumento (+4,9%) na soma das parcelas “muito improvável” e “improvável”, e registrando o maior valor desde o início dessa série, em junho de 2025. Por outro lado, a parcela de trabalhadores falando que é “provável” ou “muito provável” recuou 4,3% em relação a igual período de 2025, registrando o menor valor nesse período de série histórica.
Como as séries ainda são curtas e não possuem ajuste por sazonalidade, os pesquisadores alertam que as comparações na margem necessitam cautela.
O superintendente adjunto do FGV Ibre, Rodolpho Tobler, explica em nota que os resultados de julho reforçam a percepção de mercado de trabalho aquecido.
“A grande maioria dos respondentes da pesquisa continua indicando não ter medo do desemprego nos próximos seis meses, sendo até recorde a parcela das pessoas que acreditam ser improvável ou muito improvável que percam sua principal ocupação. Considerando que, mesmo com alguma desaceleração da economia, a taxa de desemprego continua registrando números baixos em termos históricos e a população ocupada segue crescendo, o resultado sugere que esse cenário não deve se alterar nos próximos meses”, pontua Tobler.
Em sua opinião, os números sobre o mercado de trabalho podem até evoluir em ritmo menos intenso na segunda metade do ano, mas ainda em patamar positivo.