Teste registrou redução de 12,9°C
A versão mais eficiente do nanomaterial refletiu, em média, 82,4% da radiação solar. Também alcançou emissividade de 96,7% na faixa do infravermelho usada para liberar calor, segundo o estudo.
Os testes ao ar livre foram realizados entre julho e setembro de 2025, no terraço do instituto, em Tres Cantos, na região de Madri. O melhor desempenho ocorreu em um dia quente, seco e com forte radiação solar.
Nessas condições, a estrutura revestida com o nanomaterial ficou até 12,9 °C mais fria do que uma caixa de poliestireno vazia usada pelos pesquisadores como referência. Portanto, o número representa a diferença entre as duas estruturas do experimento, e não uma redução de 12,9 °C em relação à temperatura do ar. Os pesquisadores ressaltam que fatores como umidade, vento, temperatura ambiente e intensidade da radiação solar podem alterar o desempenho do material.
Os experimentos foram realizados com amostras pequenas e em condições controladas. O estudo demonstra o potencial do nanomaterial, mas ainda não comprova que o mesmo desempenho será obtido em telhados, fachadas ou veículos inteiros.
Antes de chegar ao mercado, a tecnologia precisará passar por testes em áreas maiores e sob diferentes condições climáticas. Os pesquisadores avaliam, porém, que o processo de fabricação pode ser ampliado e adaptado à produção industrial.