A disparada dos juros longos dos Treasuries e o forte avanço dos preços do petróleo pressionaram os ativos de risco nesta quarta-feira e levaram as bolsas americanas a encerrar a sessão em queda firme. O gatilho para a reprecificação no mercado de renda fixa foi a divulgação de dados de atividade mais fortes do que o esperado, o que levou a uma ampliação das apostas de altas nos juros pelo Federal Reserve (Fed).
O índice Dow Jones encerrou em queda de 0,68%, aos 51.512,42 pontos; e o S&P 500 recuou 0,75%, aos 7.706,39 pontos. O Nasdaq perdeu 1,13%, aos 26.936,04 pontos. Somente o setor de energia terminou o dia no positivo.
Os juros dos Treasuries registraram forte alta em todos os pontos da curva a termo hoje, também sofrendo alguma pressão de um leilão de T-notes de cinco anos com demanda baixa e do anúncio de recompra de títulos pelo Departamento do Tesouro americano a ser feita amanhã. O rendimento do T-bond de 30 anos foi às máximas desde 2004 e a taxa da T-note de dez anos superou uma faixa vista pela última vez em 2007, durante a crise do subprime.
A somatória entre os PMIs da S&P Global mais fortes do que o esperado, os discursos mais “hawkish” (propensos a juros mais altos) dos dirigentes do Fed nos últimos dias e os preços do petróleo elevados contribuíram para a reprecificação nos juros. O mercado também passou a esperar que o banco central americano eleve as taxas nas últimas duas decisões do ano.
Nos mercados de commodities, os preços do petróleo voltaram a subir após cinco dias de quedas, com o Brent superando US$ 103 por barril. Há relatos de que o governo de Donald Trump prepara um plano para proibir as exportações de diesel por 90 dias, o que também pressionou o ativo.