Quaest: Celina lidera para governo do DF com 33%, Grass tem 21% e Arruda 17%

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira indica que a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), lidera a disputa pelo governo do DF, com 33% das intenções de voto. Ela é seguida pelo candidato do PT, Leandro Grass, com 21%, e pelo ex-governador José Roberto Arruda (PSD), com 17%.

O levantamento também apontou as intenções de votos das candidaturas de Paula Belmonte (5%), do PSDB, Capelli (2%), do PSB, e de Kiko Caputo (2%), do Novo. Professora Samara Mineiro, da UP, Elisson, do Agir, Professor Robson, do PSTU, Expedito Mendonça, do PCO, e Rico Pinheiro, do PRTB, não pontuaram.

Arruda, Elison e Rico Pinheiro tiveram as candidaturas indeferidas pela Justiça Eleitoral do DF, mas eles recorrem da decisão.

A pesquisa ainda registrou 8% de intenções de voto em branco e 12% de indecisos.

A Quaest entrevistou 1.104 pessoas entre os dias 19 e 22 de setembro , com margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Globo.

Celina foi eleita vice-governadora na chapa encabeçada por Ibaneis Rocha (MDB) em 2022. Ela chegou a romper com o aliado após trocas públicas de acusações envolvendo a crise de fraude financeira do banco Master e a tentativa do Banco de Brasília (BRB) de comprar o Master.

Em meio às rusgas, Ibaneis desistiu de ser candidato a senador, mas o MDB, seu partido, continua na base de Celina e apoia a candidatura dela.

A governadora também conta com o apoio do PL, que lançou Flávio Bolsonaro ao Planalto, e tem em sua chapa as candidatas ao Senado Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL).

Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e está representado na disputa pelo petista Leandro Grass, que já comandou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foi deputado distrital.

Nome competitivo na disputa, Arruda tem a sua participação no pleito alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do DF negou o registro da candidatura do ex-governador.

Para o TRE, Arruda continua inelegível por condenações por improbidade administrativa, algumas delas relacionadas a casos revelados pela Operação Caixa de Pandora, e permanece impedido de disputar eleições até 11 de dezembro de 2030.

O ex-governador, por outro lado, diz que a punição já terminou e acusa adversários de tentarem tirá-lo da disputa “no tapetão”. Ele recorreu da decisão do TRE e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai julgar o caso nesta quinta-feira.

Para considerar Arruda inelegível até 2030, o Ministério Público toma como ponto de partida uma condenação por improbidade relacionada a fatos ocorridos durante o governo Arruda.

O processo envolveu pagamentos feitos pelo governo do DF a uma empresa por serviços prestados entre 2007 e 2009, sem cobertura contratual. Segundo a decisão reproduzida na manifestação, parte desses recursos foi desviada para o pagamento de propina.

A Justiça afirmou que foi montado um esquema em que os valores pagos por meio de reconhecimento de dívida eram superfaturados para viabilizar os repasses ilegais.

A discussão sobre a duração da inelegibilidade ganhou um novo capítulo com uma mudança feita na Lei de Inelegibilidades em 2025. A nova regra estabeleceu limites para a soma dos períodos de inelegibilidade quando uma pessoa acumula condenações por improbidade.

No caso de Arruda, o Ministério Público e o TRE consideram que as diferentes condenações não tratam de fatos juridicamente conexos e, por isso, sustenta que o período de impedimento chega a 12 anos, contados desde dezembro de 2018.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img