Embora o cenário permaneça incerto no Oriente Médio, os contratos futuros do petróleo tiveram firme queda nesta terça-feira (29), com o retorno das operações do oleoduto Leste-Oeste na Arábia Saudita, que havia sido paralisado por ataques de houthis. A rota tem sido usada para contornar o bloqueio no Estreito de Ormuz, e a retomada das exportações contribui para aliviar parte da preocupação dos investidores com a oferta de energia.
No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em novembro teve queda de 2,56%, cotado a US$ 102,59 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (a referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês recuou 3,48%, a US$ 89,38 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
De acordo com as agências de notícias internacionais, a Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo, teria restaurado cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste. Relatos também sugerem que ainda há um fluxo pelo Estreito de Ormuz, por meio de navios que transitam de forma discreta, apesar dos riscos existentes para a navegação. A continuidade dos fluxos de exportações, mesmo que menores aos anteriores à guerra, contribui para aliviar as preocupações dos investidores com a oferta de energia.
“Com a retomada dos fluxos pelo oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, as exportações da região estão, agora, apenas 11% abaixo dos níveis anteriores à guerra, uma recuperação notável para uma região que ainda está em conflito”, pontuam os estrategistas de commodities do J.P. Morgan, em nota.