A influenciadora brasileira Suellen Carey, de 38 anos, afirma ter recebido milhares de mensagens com pedidos para produzir conteúdo adulto envolvendo alimentos após participar do “Chefi la Cuțit, reality culinário exibido na Romênia. No programa, ela preparou um salpicão brasileiro diante dos jurados. Depois da transmissão, espectadores passaram a associar cenas em que ela cozinhava e provava os ingredientes a fantasias sexuais.
Segundo Suellen, as primeiras mensagens pareceram brincadeiras. A percepção mudou quando pessoas diferentes começaram a fazer pedidos semelhantes e a mencionar seus gestos durante o preparo, a mistura e a degustação dos alimentos. Ao pesquisar sobre o assunto, ela conheceu a sitofilia, também chamada de food play, prática em que alimentos são incorporados a situações eróticas por características como aparência, cheiro, sabor ou textura.
“Quando procurei entender por que tanta gente estava fazendo pedidos parecidos, descobri a sitofilia. Para mim, aquelas imagens mostravam apenas uma experiência culinária. Para quem estava assistindo, o ato de cozinhar e provar a comida despertou outro tipo de desejo”, relata.
Os pedidos, de acordo com a influenciadora, incluíam desde cozinhar usando lingerie até a produção de vídeos personalizados. Entre as sugestões estavam experimentar frutas, cobrir o corpo com chocolate ou chantilly e utilizar alimentos em uma apresentação sensual. Uma das propostas oferecia R$ 5 mil por uma gravação exclusiva, com direito a escolher os ingredientes e orientar a forma como ela deveria aparecer.
“Recebi milhares de mensagens e muitas eram extremamente específicas. Algumas pessoas não queriam necessariamente uma cena de sexo, mas me ver manuseando a comida, provando cada ingrediente e reagindo aos sabores. A proposta de R$ 5 mil foi a mais alta e mostrou que aquilo não era apenas uma brincadeira”, conta.
Apesar do volume de pedidos e do valor oferecido, Suellen decidiu não produzir esse tipo de conteúdo. Ela diz não considerar o fetiche ofensivo, mas afirma que não se sentiu confortável em transformar sua participação no reality em uma produção adulta sob encomenda.
“O dinheiro chamou minha atenção, mas não mudou a minha decisão. Eu respeito as fantasias de cada pessoa, porém percebi que esse é um limite que não quero ultrapassar. Entrei no programa para apresentar um prato brasileiro e prefiro preservar essa experiência pelo significado que ela teve para mim”, conclui.