Israel critica Nobel para jurista que acusou o país de genocídio

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O governo de Israel criticou o comitê norueguês do Nobel da Paz por ter concedido à honraria nesta sexta-feira (9) à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, que acusou o país de cometer genocídio na guerra na Faixa de Gaza contra o grupo terrorista Hamas.

“Se houvesse um prêmio para mentiras, ódio e calúnias de sangue, Navi Pillay não seria apenas uma candidata. Ela seria a favorita. Seu papel na demonização implacável e politicamente motivada de Israel, bem como na promoção da ‘genomentira’, diz muito”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores israelense, em comunicado publicado no X.

“Conceder o Prêmio Nobel da Paz a Pillay não é um reconhecimento por justiça. É a instrumentalização grotesca de um prêmio para legitimar o ódio e o preconceito contra Israel. Agora que o comitê do Nobel premiou a maior mentira do século XXI, Joseph Goebbels certamente está aplaudindo do inferno”, acrescentou a chancelaria de Israel, citando o ministro da Propaganda na Alemanha nazista.

Em comunicado, o comitê norueguês afirmou que Pillay, de 85 anos, foi reconhecida “por seus esforços na promoção da paz e do direito internacional”.