Tamanho do animal indica um predador poderoso que dominava o ambiente em que vivia. “Considerando seu grande tamanho, Vasuki era provavelmente um predador de emboscada de movimento lento, que dominava suas presas por constrição, como fazem as anacondas e pítons atuais”, explicou o paleontólogo Debajit Datta, autor principal da pesquisa.
Os cientistas acreditam que a serpente habitava áreas pantanosas próximas ao litoral, em um período em que as temperaturas globais eram mais altas que as atuais.
Espécie pertence à família Madtsoiidae. Trata-se de um grupo extinto de serpentes que existiu por cerca de 100 milhões de anos, desde o final do período Cretáceo até o final do Pleistoceno. Esses répteis viveram em várias regiões do planeta, incluindo África, Europa, América do Sul, Índia e Austrália.
Os pesquisadores sugerem que a Vasuki indicus faz parte de uma linhagem que surgiu no subcontinente indiano. Com o deslocamento das placas tectônicas e a colisão da Índia com a Ásia, há cerca de 50 milhões de anos, esses animais podem ter se espalhado para outras regiões, como o norte da África e partes da Eurásia.
O nome Vasuki indicus faz referência à serpente mitológica Vasuki, associada ao deus hindu Shiva. Além disso, homenageia o país onde os fósseis foram encontrados.