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quinta-feira, maio 28, 2026

Brasil lidera otimismo global em relação a criptomoedas, aponta estudo

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O Brasil é o país com maior nível de otimismo em relação às criptomoedas entre todos os mercados analisados em um novo estudo global. A conclusão é da LatAm Intersect, que monitorou 12 meses de cobertura midiática online em diferentes países por meio da plataforma ECR da Delta Analytics.

Aproximadamente 75% dos conteúdos jornalísticos brasileiros sobre o setor foram classificados como “expectativa”, o índice mais alto do levantamento.

O perfil brasileiro vai além do otimismo: o estudo aponta que o país tem um dos mercados mais diversificados do mundo em termos de interesse por ativos digitais, com atenção distribuída entre privacidade, NFTs, trading e novos ecossistemas.

Para os pesquisadores, o avanço do Banco Central na regulamentação de criptomoedas e stablecoins contribuiu para consolidar a percepção das criptomoedas como integrantes do sistema financeiro.

“O Brasil se destaca como um mercado com forte visão de futuro. Os avanços regulatórios e as tendências de adoção posicionam as criptomoedas como uma ferramenta concreta de participação econômica”, afirma Roger Darashah, cofundador e diretor da LatAm Intersect.

Brasil na liderança de tendência

O resultado coloca o Brasil na liderança de uma tendência regional: a América Latina é a região mais otimista do mundo em relação às criptomoedas, associando o setor à inclusão financeira antes da especulação.

No México, o cenário é mais ambivalente, expectativa e medo aparecem em proporções semelhantes (cerca de 35% cada), com o interesse concentrado em privacidade e regulação. Entre o público hispânico nos Estados Unidos, a expectativa (~42%) supera o medo (~28%), com destaque para as stablecoins, usadas principalmente para pagamentos e remessas.

“Em alguns mercados, trata-se de ganhar dinheiro. Em outros, de protegê-lo. E em outros, ainda, de conseguir acessá-lo. A América Latina pertence claramente a esse terceiro grupo: aqui, o cripto não é um ativo de luxo, mas uma ferramenta de inclusão”, diz Darashah.

Na Europa, o cenário é distinto. A França chama atenção pelo alto índice de surpresa — cerca de 90% da cobertura local foi classificada dessa forma, o maior nível entre todos os países analisados. A leitura dos pesquisadores é que os veículos franceses não temem as criptomoedas, mas tampouco sabem onde encaixá-las nos modelos financeiros tradicionais.

Na Alemanha, a surpresa também domina (~55%), mas o medo aparece como segundo fator relevante (~20%), em grande parte alimentado pela atuação rigorosa do regulador BaFin e pelas reportagens sobre lavagem de dinheiro. Na Espanha, medo (~40%) e surpresa (~30%) disputam espaço, refletindo um mercado ainda indefinido entre oportunidade e risco.

O estudo organiza os mercados em três perfis. Na Alemanha e na França, o cripto é tratado principalmente como instrumento financeiro, ainda que cercado de incertezas. Nos Emirados Árabes Unidos, Singapura, Reino Unido e nos Estados Unidos, entre audiências anglófonas, prevalece a associação com segurança, autonomia e soberania sobre os próprios ativos.

Na América Latina, o cripto é entendido como porta de entrada para o sistema financeiro: pagamentos, remessas e acesso econômico vêm antes da especulação.

“A capacidade de se conectar com as audiências em seus próprios termos, refletindo suas necessidades e motivações específicas, será fundamental para impulsionar a adoção e gerar confiança”, conclui Darashah.

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[Fonte Original]

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