O preço do Bitcoin deve fechar o mês de maio preso em um movimento lateral entre US$ 74 mil e US$ 77 mil.
Segundo, Lacie Zhang, analista de pesquisa da Bitget Wallet, a recente rejeição do BTC perto dos US$ 78 mil e a correção em direção à faixa intermediária dos US$ 75 mil reforçam a importância da banda entre US$ 74 mil e US$ 78 mil para a estrutura atual do mercado.
Zhang aponta que o capital de longo prazo parece estar acumulando durante os momentos de fraqueza, com referências corporativas como o preço médio de entrada da Strategy, próximo de US$ 75,5 mil, funcionando como uma zona de suporte observada de perto. Ao mesmo tempo, as repetidas falhas em recuperar os US$ 78 mil de forma consistente mostram que a cautela macroeconômica e a realização de lucros continuam presentes.
A principal diferença agora está em identificar se as compras vêm de capital institucional paciente ou de investidores de varejo aproveitando a queda, porque isso determinará o quão durável será o suporte caso a volatilidade aumente. No curto prazo, o BTC provavelmente continuará consolidando entre US$ 74 mil e US$ 79 mil, com um rompimento acima dos US$ 80 mil sendo necessário para retomar o impulso em direção à faixa entre US$ 83 mil e US$ 85 mil.”, afirma.
Saídas dos ETFs de Bitcoin
A analista também destaca a relevância da venda em bloco de US$ 1,3 bilhão do IBIT e como o mercado absorveu esta operação sem desordem.
Como a negociação teria sido realizada por meio de dark pools e canais institucionais de block trading, ela não atingiu os livros públicos de ordens spot de uma forma que normalmente desencadearia liquidações em cascata. Isso mostra como a infraestrutura dos ETFs mudou o perfil de liquidez do Bitcoin: grandes saídas agora podem ser compensadas por participantes autorizados, mesas OTC e mecanismos de criação e resgate, em vez de se traduzirem imediatamente em um crash visível no mercado.
Ainda assim, de acordo com a analista, o contexto mais amplo continua importante. As saídas contínuas dos ETFs, estimadas em mais de US$ 1,2 bilhão em uma semana, com o IBIT liderando, sugerem um período de esfriamento institucional e rebalanceamento de portfólios, enquanto os rendimentos mais altos dos Treasuries, o risco geopolítico e a demanda por ativos geradores de rendimento pressionam o Bitcoin.
A pressão aparece como uma fraqueza gradual na faixa entre US$ 76 mil e US$ 77 mil, e não como uma liquidação vertical. Em ciclos anteriores, uma saída bilionária poderia ter provocado um movimento muito mais brusco. Desta vez, a infraestrutura de mercado de Wall Street atuou como amortecedor, o que é estruturalmente positivo, mesmo que os fluxos de curto prazo permaneçam em modo de aversão ao risco.
Criptomoedas para ficar de olho
A analista destaca que o cenário de lateralização do Bitcoin abre caminho para outras altcoins como a XRP, salientando que a retirada de aproximadamente US$ 170 milhões em XRP das exchanges na faixa entre US$ 1,35 e US$ 1,40 está sendo interpretada por muitos traders como um sinal de posicionamento de longo prazo, e não de atividade especulativa de curto prazo.
Segundo ela, indicadores on-chain, como a redução das reservas em exchanges, a acumulação contínua por grandes carteiras e o crescimento do uso em fluxos de pagamentos internacionais, sugerem que as baleias estão movendo ativos para armazenamento frio, em vez de se prepararem para vender.
Essa dinâmica normalmente reduz a pressão imediata de venda e reforça a percepção do XRP como um ativo estratégico ligado à melhora da clareza regulatória e ao interesse institucional. No curto prazo, o XRP tende a permanecer inicialmente lateralizado, mas um movimento sustentado acima da resistência pode abrir caminho para a faixa entre US$ 1,50 e US$ 1,70, caso o sentimento geral do mercado permaneça construtivo.
Momentum do NEAR Intents
Outro ativo na lista de Zhang e o Near Protocol, que, segundo ele teve um rali que se destaca porque está sendo sustentado por atividade real de produto, e não apenas por narrativa de mercado.
Ela afirma que a estrutura Intents já processou mais de US$ 19 bilhões em volume cross-chain e gerou cerca de US$ 32 milhões em taxas, indicando demanda concreta por abstração e execução integrada entre blockchains.
Entre os principais sinais que sustentam a continuidade desse movimento estão volumes de transação consistentemente elevados, crescimento da participação de solvers, dinâmica de demanda impulsionada por taxas e aumento da atividade de desenvolvedores no ecossistema. À medida que os temas ligados à inteligência artificial e abstração de cadeias ganham força, o NEAR pode negociar entre US$ 2,80 e US$ 4,00 no curto prazo, enquanto investidores acompanham se essas métricas de uso conseguirão continuar escalando além do atual ciclo de crescimento”, disse.
5 outras criptomoedas na lista
Quem também esta de olho nas melhores criptomoedas para junho é Marcelo Person, Crypto Treasury & Markets Director da Foxbit. Segundo ele, com o mercado entrando no meio do ano, junho costuma marcar um período de expansão de liquidez dentro do ecossistema cripto. Narrativas ligadas a infraestrutura, tokenização e aplicações com uso real continuam ganhando força, enquanto investidores passam a buscar ativos com maior potencial de crescimento dentro de setores específicos.
Diante disso, a Foxbit selecionou cinco criptomoedas que merecem atenção neste mês. Começando com o Bitcoin que para a empresa segue como principal referência do mercado e continua sendo o maior indicador de fluxo institucional. Mesmo com a rotação para altcoins ganhando força, o BTC permanece como ativo central para sustentação da confiança do mercado. O comportamento dos ETFs spot e o nível de dominância continuam sendo métricas importantes para acompanhar em junho.
Outra criptomoeda na lista é o Ethereum que continua consolidando sua posição como principal infraestrutura da criptoeconomia. O crescimento de soluções de segunda camada, tokenização de ativos e emissão de stablecoins mantém o ETH no centro da atividade institucional. Junho pode ser um mês importante para expansão do uso real da rede e aumento do fluxo em aplicações financeiras descentralizadas.
Na terceira posição e empresa lista a Avalanche que, segundo a Foxbit, vem se destacando pelo foco em tokenização de ativos do mundo real (RWAs) e aplicações institucionais. A compatibilidade com EVM, aliada à capacidade de criar subnets personalizadas, fortalece a tese da rede como infraestrutura para empresas e mercados financeiros. Em um cenário de crescimento da tokenização, a AVAX pode ganhar protagonismo.
Além disso a empresa também desagca a Render, já que a narrativa de inteligência artificial continua forte em 2026, e o RNDR permanece como uma das principais apostas dentro desse setor no mercado cripto. O crescimento de aplicações que exigem poder computacional descentralizado reforça o potencial da rede. Em momentos de maior apetite por inovação, o ativo tende a ganhar destaque.
Finalizando a empresa aponta a Toncoin, destacando que o ecossistema TON continua crescendo impulsionado pela integração com o Telegram. Miniapps, pagamentos e serviços nativos dentro da plataforma fortalecem a tese de adoção massiva. Junho pode marcar um avanço importante no uso real da rede, especialmente em aplicações voltadas ao usuário final.