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domingo, maio 31, 2026

Nova Lei: Todo mundo tem que fazer exame toxicológico para CNH de carro e moto

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Quem pretende tirar a primeira CNH terá uma nova etapa pela frente a partir de 8 de junho de 2026. Nessa data, candidatos das categorias A, para motos, e B, para carros, passam a apresentar obrigatoriamente o exame toxicológico durante o processo de habilitação.

A medida foi determinada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e faz parte das mudanças previstas na Lei nº 15.153/2025 e na Resolução 1.020 do Contran.

Até então, apenas motoristas profissionais das categorias C, D e E precisavam realizar o teste. Agora, a exigência também alcança quem busca a primeira habilitação.

Exame será exigido antes da avaliação médica

A nova determinação altera a ordem do processo. Antes de realizar o exame médico do Detran, o candidato deverá fazer o teste toxicológico em um laboratório credenciado. Sem essa etapa concluída, o sistema não permitirá o agendamento da avaliação física e mental.

Outro ponto importante envolve o prazo de validade. O resultado do exame vale por apenas três meses. Por isso, quem iniciar o processo deverá ficar atento aos prazos para evitar atrasos nas etapas seguintes.

Enquanto a mudança se aproxima, os departamentos estaduais de trânsito já adaptam seus sistemas para atender à nova exigência.

O que o exame toxicológico identifica

Diferentemente do bafômetro, que detecta o consumo recente de álcool, o exame toxicológico investiga o uso contínuo de substâncias psicoativas durante um período mais longo.

O foco não está no momento da prova. O teste busca identificar um histórico de consumo que possa comprometer a segurança no trânsito.

Entre as substâncias analisadas estão:

  • Cocaína e derivados;
  • Maconha e compostos relacionados;
  • Anfetaminas;
  • Metanfetaminas;
  • Ecstasy;
  • Opioides e opiáceos;

Rebites e estimulantes usados para reduzir o sono.

Caso o resultado seja positivo, o candidato não poderá concluir o processo de habilitação naquele momento. A emissão da CNH ficará suspensa até a apresentação de um novo exame com resultado negativo.

Medicamentos também exigem atenção

Além das drogas ilícitas, alguns medicamentos controlados podem influenciar o resultado da análise.

Remédios que contêm anfetaminas ou opioides merecem atenção especial. Por isso, especialistas orientam os candidatos a informar ao laboratório qualquer tratamento médico realizado com prescrição profissional.

A recomendação ajuda a garantir uma avaliação correta e evita dúvidas durante a interpretação do exame.

Com a nova regra, o governo amplia o controle sobre a formação de novos condutores e acrescenta mais uma etapa obrigatória para quem pretende conquistar a primeira CNH no Brasil.

[Fonte Original]

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