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terça-feira, junho 16, 2026

Pré-mercado: Começam Reuniões do Copom e do FED com Cenário Incerto

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Bom dia. Estamos na terça-feira, 16 de junho.

Cenários

Começam nesta terça-feira (16) as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) e o encontro de seu equivalente americano, o Federal Open Market Committee (Fomc). As duas reuniões, que se encerram na quarta-feira (17), ocorrem em um momento de incerteza elevada. A pergunta dos investidores é a mesma: o alívio da situação no Oriente Médio garante aos bancos centrais um espaço para afrouxar a política monetária?

O pano de fundo mudou na segunda-feira (15). Donald Trump afirmou que Washington e Teerã assinaram um acordo preliminar para encerrar o conflito. O memorando prevê uma trégua de 60 dias para que os dois lados tentem avançar em uma negociação mais ampla, envolvendo o programa nuclear iraniano, sanções econômicas e segurança regional. A notícia foi recebida com alívio. Mas o alívio tem prazo.

O memorando não foi divulgado oficialmente. Boa parte do que se sabe vem de declarações de autoridades dos dois lados e do Paquistão, que intermediou as negociações. Também não está claro se todos os detalhes foram realmente fechados. O Irã afirmou que as negociações sobre seu programa nuclear só podem avançar se os EUA liberarem bilhões de dólares em recursos congelados. Washington rejeitou essa condição.

No Brasil, o acordo trouxe um efeito imediato sobre as expectativas. As opções do Copom negociadas na B3, com base no fechamento do dia 12 de junho, passaram a indicar como cenário predominante um corte de 0,25 ponto percentual na reunião desta semana. O contrato que incorpora essa redução encerrou com probabilidade de aproximadamente 68%. A manutenção ficou com cerca de 32%. Na sexta-feira anterior, a distribuição era inversa: a manutenção liderava com 67% e o corte tinha 31%.

A virada é significativa. Ela reflete a combinação de dois fatores: o acordo EUA-Irã reduziu o risco geopolítico de curto prazo, e a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz alivia a pressão sobre os preços do petróleo. Petróleo mais barato significa menos pressão inflacionária. Isso abre, em tese, espaço para o Banco Central brasileiro reduzir a Selic dos atuais 14,50% ao ano para 14,25%.

Mas o cenário tem limites. A edição mais recente do Relatório Focus mostra uma projeção de 5,11% para o IPCA de 2026, acima das observações anteriores e bastante superior aos 4,50% que são o teto da meta. É a 13ª semana consecutiva de alta nessa projeção, o que pode levar a uma sinalização mais conservadora por parte do Copom.

Nos Estados Unidos, o cálculo é diferente. Para a reunião do Fomc desta quarta-feira (17), os investidores não esperam alterações na política monetária. Os juros devem permanecer na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. Para julho, o cenário se repete. No encontro de 28 e 29 de julho, 92,4% do mercado aposta na manutenção dos juros. Apenas 6,3% precificam elevação de 0,25 ponto.

Já para a reunião de setembro, 73,3% dos investidores apostam na manutenção da taxa, mas 24,3% esperam uma alta de juros. Quase um quarto das expectativas é de que o Federal Reserve (FED), o banco central americano, precisará subir os juros antes do fim do ano.

Para além dos juros, será a primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh, o novo presidente do FED. O que os investidores querem conferir é se o tom de sua mensagem será rígido ou complacente com relação à inflação americana, que também vem rodando bastante acima das metas.

O impacto combinado das tarifas, dos altos preços do petróleo e da demanda por inteligência artificial vem mantendo a inflação medida pelo índice Personal Consumption Expenditure (PCE) acima de 3% em 2026. O acordo com o Irã pode aliviar uma das três frentes — o petróleo. As outras duas permanecem. E o Fed, sob Warsh, chega à sua primeira reunião sem margem para gestos expansionistas.

Perspectivas

Os contratos futuros dos principais índices de ações dos EUA apresentaram desempenho moderado na terça-feira, com os investidores voltando sua atenção para a primeira decisão sobre a taxa de juros sob o comando de Kevin Warsh. Já os preços do petróleo seguem caindo. Os contratos futuros do petróleo do tipo Brent recuam 2,5% para pouco menos de US$ 81 por barril.

Indicadores

BRASIL

Inflação IGP-10 (Jun)

Observado: – 0,3%

Esperado: + 0,3%

Anterior: + 0,9%

Vendas no varejo (Abr)

Esperado: – 0,7%

Anterior: + 0,5%

Vendas no varejo (12M)

Esperado: 2,0%

Anterior: 4,0%

ESTADOS UNIDOS

Sem indicadores relevantes

[Fonte Original]

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