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sábado, junho 27, 2026

Do desemprego à renda, veja em seis gráficos a evolução do mercado de trabalho desde a pandemia

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Antes mesmo do início da pandemia, em 2020, o mercado de trabalho enfrentava dificuldades, ainda como consequência dos efeitos da recessão na economia brasileira dos anos de 2015 e 2016. Após o período mais crítico de desemprego por causa da crise sanitária, o emprego começou a se recuperar em 2022, inicialmente no setor informal.

Desde então, o dinamismo chegou ao setor formal e os indicadores do mercado de trabalho têm renovado continuamente recordes da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012.

Taxa de desemprego, número de pessoas ocupadas, trabalhadores com carteira de trabalho assinada, taxa de informalidade, renda média do trabalhador e taxa de subutilização são exemplos de indicadores que dão a dimensão da força e da resiliência do trabalho no Brasil nos últimos anos.

Alguns fatores estruturais ajudam a explicar esse movimento, como envelhecimento da população – com saída maior de trabalhadores da força de trabalho –, avanço do nível de instrução, ocupações geradas pelas plataformas digitais – ainda que com precarização –, e a reforma trabalhista.

Os dados mais recentes são os do trimestre terminado em maio e mostram desaceleração de alguns indicadores, parte por efeitos sazonais, mas também por perda de fôlego da economia. Ainda assim, os números seguem perto dos melhores níveis observados ao longo dos quase 15 anos da série histórica da principal pesquisa sobre o tema no país.

Para mitigar eventuais diferenças por fatores sazonais, o Valor selecionou recortes dos indicadores para os trimestres encerrados em maio.

Confira a seguir seis gráficos que resumem a trajetória de expansão do mercado de trabalho nos últimos anos:

A menor taxa de desemprego registrada no país foi no quarto trimestre de 2025, de 5,1%. O fim do ano é uma época tradicionalmente mais forte para o mercado, por causa da contratação de trabalhadores temporários. Mesmo com a alta nos últimos meses, a taxa segue nos menores níveis para os primeiros meses de um ano. No trimestre encerrado em maio, ficou em 5,6%, a menor para o período desde o início da série histórica, em 2012.

O número de pessoas ocupadas no Brasil está acima dos 100 milhões desde o trimestre encerrado em julho de 2024. O contingente inclui também quem trabalha no setor informal quanto quem está no mercado informal. A conta considera, portanto, também quem está em vagas mais precárias, como em plataformas digitais, e quem trabalha menos de 40 horas por semana e gostaria de trabalhar mais.

O setor formal tem sido destaque no bom desempenho do mercado de trabalho no país nos últimos anos. Os postos formais de trabalho são símbolo de um mercado forte, por terem garantias e direitos trabalhistas – como auxílio-doença e FGTS, por exemplo –, e geralmente terem rendimento médio superior ao de vagas informais. O contingente de trabalhadores do setor privado com carteira de trabalho assinada é considerado uma referência para o setor formal de trabalho.

Como reflexo do avanço das vagas formais, a taxa de informalidade no país está perto nas mínimas históricas. A taxa, no entanto, ainda é elevada, e representa quase quatro a cada dez trabalhadores em posições de trabalho mais vulneráveis.

Renda média do trabalhador

Mesmo com as consequências de uma taxa de juros mais elevada, o rendimento médio do trabalhador brasileiro se encontra nos maiores níveis da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. A cada resultado, os números são atualizados pela inflação. No trimestre encerrado em maio, o valor foi de R$ 3.726. Este é o quinto maior rendimento para um trimestre desde 2012, o início da série histórica.

Mão de obra desperdiçada

A taxa de subutilização – também chamada de mão de obra desperdiçada – atingiu 13,3% da população em idade ativa (14 anos ou mais) no trimestre encerrado em maio. É o menor nível para um trimestre de toda a série histórica da pesquisa.

O grupo das chamadas pessoas subutilizadas reúne quatro subgrupos. O maior deles é o dos trabalhadores desempregados, que são aqueles sem trabalho e que estão na busca por oportunidades de forma ativa. Há também os subocupados por insuficiência de horas, que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais.

Os demais fazem parte da chamada força de trabalho potencial: de um lado há os trabalhadores em desalento (acreditam que não há vagas na região ou que são muito jovens ou velhos para conseguir) e, do outro, as pessoas que não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar e estão disponíveis para isso.

[Fonte Original]

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