25 C
Brasília
sábado, junho 27, 2026

Londres Vira Forno: Imagens Mostram Asfalto a 65°C Durante Onda de Calor

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Ruas, estações de trem, pontos de ônibus, canteiros de obras e playgrounds de Londres chegaram a temperaturas de superfície entre 50°C e 65°C durante a onda de calor que atingiu o Reino Unido nesta semana, segundo imagens térmicas feitas para a Greenpeace UK.

O dado mais extremo foi registrado em uma obra em Holborn, no centro da capital britânica, onde o asfalto revolvido atingiu 65°C. Em uma plataforma ao ar livre da estação Highbury & Islington, a temperatura da superfície chegou a 62°C. Já em um ponto de ônibus na Gray’s Inn Road, o pavimento marcou até 59°C.

As imagens foram feitas na quarta-feira (24), entre 14h e 17h, por especialistas da TI Thermal Imaging, com uma câmera FOTRIC Ti7. Naquele dia, a temperatura do ar em Londres estava em torno de 35°C, mas as medições mostram como o calor sentido por quem circula pela cidade pode ser muito maior ao nível do solo.

No coração da capital, a câmera registrou 56°C em superfícies de Piccadilly Circus e Oxford Circus, e 57°C na Regent Street, algumas das áreas mais movimentadas da cidade. Em King’s Cross Square, pedras de granito chegaram a 54°C. Dentro de um vagão cheio da Victoria Line, uma das linhas do metrô de Londres, o piso marcou cerca de 40°C.

O levantamento também mostra o impacto do calor em crianças e trabalhadores ao ar livre. Em um playground semideserto em Islington, o piso de borracha preta chegou a 53°C às 17h. Em andaimes próximos à obra em Holborn, diferentes materiais marcaram entre 40°C e 60°C.

A diferença entre a temperatura do ar e a temperatura de superfícies urbanas é um dos fatores que explicam por que cidades podem se tornar armadilhas de calor. Asfalto, concreto, vidro e pouca cobertura vegetal absorvem e retêm calor, elevando a exposição de pedestres, passageiros e trabalhadores.

Para Mel Evans, chefe de clima da Greenpeace UK, os registros reforçam a necessidade de um plano mais robusto para enfrentar eventos extremos. Segundo ela, a onda de calor transformou Londres em um “caldeirão pegajoso e escaldante” e expôs falhas na adaptação de casas, escolas, transporte e ambientes de trabalho.

A entidade defende medidas como mais sombra e áreas verdes, limites seguros para trabalhadores expostos ao calor, adaptação de escolas e moradias e proteção específica para grupos vulneráveis. A Greenpeace também cobra que empresas de combustíveis fósseis arquem com parte dos custos associados aos impactos climáticos.

A onda de calor no Reino Unido faz parte de um episódio mais amplo de temperaturas extremas na Europa. Na quarta-feira, o país registrou 35,8°C, então a maior temperatura já medida em junho. O recorde foi superado nos dias seguintes, chegando a 37,3°C na sexta-feira (26), segundo dados provisórios do Met Office.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img