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sexta-feira, julho 24, 2026

São Tiago: por que o 1º mártir do cristianismo se tornou símbolo de peregrinação – BBC News Brasil

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Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Santiago de Compostela virou um importante ponto de peregrinações

    • Author, Edison Veiga
    • Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
  • Published

  • Tempo de leitura: 9 min

Quarenta anos atrás um ainda inexpressivo escritor brasileiro percorreria, ao longo de três meses, os 800 quilômetros de uma das mais famosas rotas do Caminho de Santiago, do sul da França até a catedral de Santiago de Compostela, na Galícia, Espanha. Este escritor era Paulo Coelho. E a experiência resultaria diretamente em dois de seus livros, O Diário de Um Mago e O Alquimista, e o alçaria ao primeiro panteão mundial dos best-sellers de literatura.

Para muitos, a fama que a obra de Coelho adquiriu contribui muito para que essa medieval rota de cunho cristão-católico se tornasse um ícone místico-pop da contemporaneidade.

“Postar no Instagram é a principal motivação para quem faz o caminho hoje”, comenta o jornalista Felipe Mortara, que em 2015 percorreu os 800 quilômetros entre a pequena cidade francesa de Saint-Jean-Pied-de-Port e Compostela.

O boom é confirmado pelos números. Se naquele ano Paulo Coelho foi um dos cerca de 2,5 mil peregrinos que fizeram a rota — conforme dados da arquidiocese local — agora o número anual de caminhantes e ciclistas que passam por ali ultrapassa os 500 mil.

O Escritório do Peregrino, da Catedral de Santiago de Compostela, compila as estatísticas. Em 2025, foram 530.987 os que fizeram o caminho — 32% declararam que peregrinaram por um misto de razões culturais e religiosas, 44% somente por fé e 18% por motivos apenas culturais e turísticos.

[Fonte Original]

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