A atividade econômica no setor privado da zona do euro registrou forte recuperação em julho de 2026, impulsionada pelo retorno da expansão no setor de serviços e por um desempenho mais firme da indústria transformadora.
O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de Serviços da S&P Global subiu para 51,7 em julho, superando a marca neutra de 50,0 e revertendo a leitura de 49,4 observada em junho. O resultado encerrou uma sequência de três meses seguidos de contração no setor e marcou a taxa de crescimento mais rápida desde fevereiro.
Acompanhando essa melhora generalizada no ambiente de negócios e na demanda interna, o PMI Composto da Zona do Euro — que consolida a produção dos setores industrial e de serviços — saltou de 50,0 em junho para 52,0 em julho.
O avanço levou o indicador de atividade ao maior nível em oito meses, sinalizando uma aceleração no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do bloco para um ritmo estimado de 0,3% no trimestre.
Entre as principais economias do bloco, a expansão foi liderada por Espanha, Itália e pela volta da Alemanha à zona de crescimento, enquanto a França permaneceu como exceção ao registrar retração, embora em ritmo mais brando.
Além da reação nas novas encomendas, a pesquisa apontou estagnação nos cortes de empregos, avanço na confiança das empresas para o horizonte de doze meses e um alívio nas pressões inflacionárias, com a desaceleração na alta dos custos de insumos e dos preços cobrados aos clientes.
Apesar da leitura favorável no início do terceiro trimestre, economistas ressaltam que o cenário ainda carrega incertezas geopolíticas, sobretudo em relação aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e à volatilidade nos preços de energia.