Vitória, capital do Espírito Santo, não é mais apenas a capital com o metro quadrado mais caro do Brasil, mas tomou a dianteira e se tornou a cidade mais cara do país.
Segundo dados do Índice FipeZAP, calculado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX (Zap/VivaReal), o preço médio do metro quadrado em Vitória chegou a R$ 15.448 em julho, superando Itapema e Balneário Camboriú, ambas cidades de Santa Catarina que lideravam o ranking há tempos.
Somente em julho, os imóveis em Vitória tiveram alta de 1,56%. Em 12 meses, a valorização acumulada chega a 9,41%.
Na capital capixaba, o bairro mais caro é o da Praia do Canto, onde o metro quadrado chegou a um preço médio de R$ 18,6 mil em julho. Neste bairro, a valorização é de 12,7% em 12 meses.
Em seguida aparecem Enseada do Suá (R$ 18.382/m²), Mata da Praia (R$ 16.420/m²), Aeroporto (R$ 14.889/m²), Barro Vermelho (R$ 14.360/m²) e Jardim Camburi (R$ 14.000/m²).
Os bairros mais valorizados da cidade no período de 12 meses foram Aeroporto (+21,2%), Jardim Camburi (+18,4%) e Bento Ferreira (+17,9%).
Vitória tem características que pressionam os preços estruturalmente, dado que a cidade no Espírito Santo é a menor capital do país em extensão territorial, com apenas 97 km².
A cidade tem uma economia local fortemente ligada ao complexo portuário e siderúrgico do Espírito Santo e enfrenta escassez de terrenos para novos empreendimentos.
- Vitória (ES) – R$ 15.448
- Itapema (SC) – R$ 15.403
- Balneário Camboriú (SC) – R$ 15.295
- Florianópolis (SC) – R$ 13.461
- Itajaí (SC) – R$ 13.301
- Barueri (SP) – R$ 12.155
- São Paulo (SP) – R$ 12.099
- Curitiba (PR) – R$ 11.761
- Vila Velha (ES) – R$ 11.341
- Rio de Janeiro (RJ) – R$ 11.131
- Belo Horizonte (MG) – R$ 10.676
- Brasília (DF) – R$ 10.238
- Maceió (AL) – R$ 9.962
- São Caetano do Sul (SP) – R$ 9.691
- São José dos Campos (SP) – R$ 9.567
Índice sobe acima da inflação e do IGP-M
O Índice FipeZAP subiu 0,46% em julho — praticamente estável em relação aos 0,45% de junho —, e acumula alta de 5,46% nos últimos 12 meses, acima do IPCA e do IGP-M/FGV (+2,76%) no mesmo período. O preço médio nacional ficou em R$ 9,9 mil por m² em julho de 2026.
Das 56 cidades monitoradas pelo índice, 49 registraram alta no mês.
Apenas quatro capitais recuaram: Campo Grande (-0,64%), Porto Alegre (-0,32%), Belo Horizonte (-0,20%) e Maceió (-0,04%).
O índice em si é calculado com base em anúncios de compra, venda e locação publicados no portal ZAP Imóveis.
Antes de entrarem na base, os dados passam por uma filtragem para eliminar anúncios duplicados, inconsistentes ou com informações fora dos padrões considerados válidos, como preços, áreas e número de dormitórios incompatíveis.
A metodologia utiliza um modelo de estratificação e calcula o preço de referência de cada grupo com base na mediana do valor por metro quadrado, reduzindo o impacto de anúncios extremos. Esses valores ainda passam por uma média móvel de três meses e são combinados em um índice do tipo Laspeyres, com pesos definidos a partir de informações do Censo Demográfico (no caso dos imóveis residenciais) e da RAIS (para imóveis comerciais).
Desde 2019, o índice passou a utilizar coordenadas geográficas dos anúncios, em vez dos bairros informados pelos anunciantes, aumentando a precisão das análises regionais.