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quinta-feira, maio 14, 2026

Crítica | Star Wars: Rogue One – Cassian Andor – Plano Crítico

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Para comemorar o aniversário de 10 anos de Rogue One: Uma História Star Wars, a Marvel Comics anunciou que publicaria cinco one-shots (edições únicas) dedicadas a personagens específicos que aparecem no filme, começando com Cassian Andor, em 06 de maio de 2026, logo depois do May the Fourth do ano. Trata-se, na verdade, da quarta vez que o surpreendentemente sensacional filme da franquia ganha algum tipo de abordagem em quadrinhos, com as três primeiras tendo ocorrido em 2017: a adaptação do filme pela mesma editora, uma segunda adaptação pela IDW e um one-shot sobre como Cassian conheceu o droide imperial K-2SO (que perdeu a canonicidade em razão do que vemos na série Andor).

O roteiro escrito por Benjamin Percy espreme-se entre os momentos finais de Cassian Andor decolando de Yavin IV ao lado de seu droide na citada série e a primeira aparição dele nas ruas tumultuadas do Anel de Kafrene no filme, logo antes de ele encontrar-se com Tivik, o informante que lhe conta sobre a Estrela da Morte e de Bodhi Rook, explicando algo “essencial” aos fãs: o porquê de Andor chegar atrasado ao encontro. Dentre todas as opções que Percy tinha para criar a história que preenche um “pedaço de tempo” que ninguém realmente se importa, opções essas que poderiam transitar entre algo de cunho pessoal para Andor ou uma tentativa de subversão de expectativas criando ao tão prosaico como o espião parar para tomar um café, o roteirista decidiu caminhar pelo artifício mais banal possível, que é o protagonista ser perseguido por um caçador de recompensas contratado pelo Diretor Orson Krennic. Se você ouviu algum som estranho agora, foi o meu profundo e demorado bocejo quando notei que a historia era sobre isso.

Ah, mas Percy fez de um limão uma limonada, não foi? Ou pelo menos Luke Ross, na arte, criou visuais memoráveis, certo? “Não, não foi” e “errado” são as respostas sendo bem direto, com a única vantagem real sendo que esse one-shot é… um one-shot e de apenas 22 páginas, pelo que a leitura passa em em segundo e não agrega em absolutamente nada. Admito que não estava esperando muita coisa desse projeto, mas, da última vez que não estava esperando muita coisa de um projeto protagonizado por Cassian Andor, deparei-me com uma das melhores obras audiovisuais da franquia, pelo que a esperança sempre é a última que morre. Infelizmente, aqui, ela agoniza pelas páginas simples e óbvias de um Andor enfrentando um brutamontes que até tem um design interessante no meio da bagunça de Kafrene, ganhando a ajuda de K-2SO como obviamente não pode ser surpresa para ninguém.

Visualmente, a burocracia continua. Não há nada chamativo ou particularmente interessante que não seja o visual do vilão de uso único e Ross sequer oferece páginas inteiras ou páginas duplas para criar algum momento daqueles que alegra qualquer leitor. Tudo é muito básico como o roteiro e a narrativa segue até em bom ritmo, mas sem absolutamente nada de especial, nada que vá além do “pelo menos tinha poucas páginas” quando a última é virada. No lugar de pegar praticamente a meia hora anterior do fatídico encontro de Andor com Tivik e criar algo diferente, ousado ou até mesmo engraçado, Percy e Ross fizeram algo que apenas cumpre tabela e que, não tenham dúvida, dá vontade de ver o filme, uma recompensa até muito boa para um one-shot tão fajuto.

Star Wars: Rogue One – Cassian Andor (Idem – EUA, 2026)
Roteiro: Benjamin Percy
Arte: Luke Ross
Cores: Mike Atiyeh
Letras: Clayton Cowles
Editoria: Mikey J. Basso, Mark Paniccia, C.B. Cebulski
Editora: Marvel Comics
Data de publicação: 06 de maio de 2026
Páginas: 22



[Fonte Original]

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