A bandeira tarifária é um dos fatores que podem mudar o valor pago pelos consumidores na conta de luz. As cores aparecem todos os meses na conta de luz e acompanham o cenário da produção de energia no país. Dependendo das condições para gerar eletricidade, o consumidor pode pagar ou não um valor extra.
Para junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou novamente a cor amarela. A tarifa terá um adicional de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) registrados no consumo.
A mudança acontece em um período de menor volume de chuvas em parte do país. Com menos água disponível nos reservatórios, o sistema elétrico precisa acionar outras fontes de geração, como as usinas termelétricas, que possuem custo mais alto.
A bandeira amarela começou a valer em maio e continuará em junho. Antes disso, entre janeiro e abril, a cobrança permaneceu na cor verde, período em que as condições de geração estavam mais favoráveis.
Como a bandeira tarifária muda a conta de luz
O sistema de bandeiras tarifárias funciona como um aviso mensal sobre o custo da produção de energia no Brasil. A ANEEL criou o modelo em 2015 para mostrar ao consumidor quando gerar eletricidade está mais barato ou mais caro.
As cores aparecem na conta de energia e indicam o cenário enfrentado pelo setor elétrico. Quando a situação piora, a tarifa recebe um valor adicional conforme o consumo de cada residência ou estabelecimento.
Antes da criação das bandeiras, essas diferenças nos custos chegavam ao consumidor apenas nos reajustes seguintes das tarifas. O novo formato passou a mostrar essa variação todos os meses.
Dessa forma, cada pessoa consegue acompanhar o cenário e decidir se deseja reduzir gastos para diminuir o impacto na fatura.
Veja o significado de cada bandeira da conta de luz
- Bandeira verde: A bandeira verde indica um momento favorável para produzir energia. Nesse caso, o consumidor não paga nenhum valor extra na tarifa.
- Bandeira amarela: Quando a ANEEL aplica a bandeira amarela, significa que o país enfrenta condições menos favoráveis. A cobrança adicional fica em R$ 0,01885 por kWh consumido.
- Bandeira vermelha: Já a bandeira vermelha aparece nos períodos em que o custo de geração aumenta ainda mais. Ela possui dois níveis diferentes. No patamar 1, o acréscimo chega a R$ 0,04463 por kWh. No patamar 2, usado em situações mais críticas, a cobrança sobe para R$ 0,07877 por kWh consumido.
Quem paga a bandeira tarifária?
O sistema vale para consumidores atendidos pelas distribuidoras de energia dentro do mercado regulado. A regra inclui a maior parte das casas e pequenos comércios do país.
A exceção envolve consumidores localizados em sistemas isolados, que seguem uma dinâmica diferente de fornecimento de eletricidade.
O valor final depende diretamente da quantidade de energia usada durante o mês. Por isso, famílias com consumo maior sentem um impacto maior quando existe cobrança adicional.
Como economizar energia durante a bandeira amarela
Com a manutenção da bandeira amarela em junho, a ANEEL orienta os consumidores a evitar desperdícios dentro de casa.
Algumas mudanças ajudam a reduzir o consumo, principalmente nos aparelhos que gastam mais eletricidade. Ar-condicionado, chuveiro elétrico e equipamentos ligados por muitas horas costumam pesar mais na fatura.
Também é recomendado desligar luzes sem necessidade e retirar aparelhos da tomada quando não estiverem em uso.
Mesmo sem representar uma nova tarifa, a bandeira mostra que o custo para produzir energia aumentou naquele período. Por isso, acompanhar a cor definida a cada mês pode ajudar no controle das despesas.