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terça-feira, maio 26, 2026

Marguerite Barankitse: A mulher que salvou milhares de órfãos

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Marguerite Barankitse, uma mulher católica do Burundi, resgatou e criou dezenas de milhares de crianças vítimas de conflitos étnicos. Fundadora da Maison Shalom, ela transformou a dor de testemunhar massacres em um projeto humanitário que hoje atua também em Ruanda, promovendo dignidade e paz.

Como começou o trabalho de Marguerite Barankitse?

Tudo teve início em 1993, durante um golpe de Estado no Burundi. Após presenciar a execução de 72 pessoas próximas, Marguerite conseguiu fugir com 25 crianças de diferentes etnias (hutus e tutsis) para uma igreja católica. Esse episódio traumático, em que ela quase perdeu sua fé e esperança, tornou-se o ponto de partida para a criação de uma rede de apoio que salvaria milhares de outras vidas em meio à guerra.

O que é a Maison Shalom e qual o seu objetivo?

A Maison Shalom, ou Casa da Paz, é uma organização criada por Marguerite para oferecer muito mais do que abrigo. O projeto provê educação, assistência médica e ajuda psicológica para crianças órfãs. O foco principal é quebrar o ciclo de ódio e vingança entre grupos étnicos rivais, ensinando aos jovens o valor do perdão e da reconciliação, mostrando que o amor é uma força criativa capaz de reconstruir futuros.

Quais foram os desafios enfrentados nos salvamentos?

Marguerite arriscou a vida cruzando zonas de guerra para buscar órfãos entre pilhas de mortos. Em um dos casos, ela resgatou um bebê de quatro meses ferido nas costas da mãe falecida. Em outro momento, precisou confrontar passageiros em um aeroporto que tentavam impedir o embarque de uma menina gravemente ferida no pescoço. Sua determinação garantiu que essas crianças sobrevivessem e se tornassem adultos saudáveis.

Por que ela precisou levar o projeto para Ruanda?

Em 2015, devido a ameaças de violência e instabilidade política no Burundi, Marguerite foi forçada ao exílio. Ela se mudou para Ruanda, onde não interrompeu suas atividades. Lá, fundou o Oásis da Paz, uma iniciativa que já atendeu mais de 70 mil refugiados burundianos, oferecendo desde microfinanciamento para famílias até treinamento profissional e educação para crianças desfavorecidas em Kigali.

Qual é a base espiritual que sustenta esse trabalho?

A fé católica é o alicerce de Marguerite. Ela acredita que ser cristão significa, acima de tudo, restaurar a dignidade humana. Para ela, cada pessoa é feita à imagem de Deus e merece respeito, independentemente do que tenha sofrido. Mesmo após passar por crises espirituais profundas ao ver a crueldade da guerra, ela reafirma que o amor é mais forte que o ódio e continua sua missão de transformar o mundo através da compaixão.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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[Fonte Original]

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