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sexta-feira, maio 15, 2026

A mãe que refez a vida após ser abandonada com filha com zika: ‘Cada dia é uma vitória’ – BBC News Brasil

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Crédito, Júlia Carneiro

Legenda da foto, Sophia nasceu no auge da epidemia de Zika, em 30 de janeiro de 2016

    • Author, Júlia Dias Carneiro
    • Role, De Campina Grande para a BBC News Brasil
  • Tempo de leitura: 9 min

O aroma de frango refogado com coentro, cenoura e batata se espalha pela casa. O ensopado depois vai para o liquidificador, virando uma papinha para nutrir tanto a filha bebê quanto a mais velha.

Ester Emanuelly, de 1 ano e meio, engole com gosto as colheradas que a mãe lhe dá na boca enquanto quica pelo sofá.

Sophia Emanuelly, de 10, se alimenta de outra forma: por uma sonda que leva a papinha direto para seu estômago. Há dois anos que é assim, depois da cirurgia de gastrostomia que ela fez por causa dos vômitos recorrentes, refluxo e da broncoaspiração quando comia — alguns dos muitos problemas causados pela síndrome congênita do vírus da zika.

“Ela nem sente o gosto, mas percebe quando a alimentação está entrando e faz o movimento de mastigação”, diz a mãe, Ianka Mikaelle, de 28 anos, enquanto enche mais uma seringa de 10 ml com o almoço e a encaixa na sonda para pressionar o êmbolo com a papinha alaranjada.

Sophia nasceu no auge da epidemia de zika, em 30 de janeiro de 2016. Ianka tinha 17 anos quando soube que a bebê de 7 meses que carregava na barriga tinha microcefalia, causada pela virose transmitida pelo Aedes aegypti.

[Fonte Original]

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