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terça-feira, maio 12, 2026

Ladrão de carteiras cripto pega 6 anos de prisão por roubar R$ 1,2 bilhão

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Um jovem de 20 anos da Califórnia foi condenado a 78 meses de prisão federal na quarta-feira por seu envolvimento em uma organização criminosa que, segundo a promotoria, roubou mais de US$ 250 milhões (R$ 1,2 bilhão) em criptomoedas.

A organização operou por mais de um ano, entre o final de 2023 e o início de 2025, usando esquemas de engenharia social para manipular as vítimas e obter acesso aos seus ativos digitais.

Marlon Ferro, também conhecido como “GothFerrari”, atuava com o que os promotores chamaram de “instrumento de último recurso” da operação, invadindo residências quando os métodos de roubo digital falhavam.

“Quando seus cúmplices não conseguiam enganar as vítimas para obter acesso às suas criptomoedas ou invadir contas digitais, eles recorriam a Ferro para invadir casas e roubar carteiras de hardware”, disse a procuradora federal Jeanine Ferris Pirro.

Ferro, de Santa Ana, Califórnia, declarou-se culpado de conspiração para participar de uma organização criminosa e corrupta, após sua prisão em 13 de maio de 2025, quando as autoridades o encontraram em posse de duas armas de fogo e um documento de identidade falso.

A juíza do Tribunal Distrital dos EUA, Colleen Kollar-Kotelly, proferiu a sentença, que também inclui US$ 2,5 milhões em restituição e três anos de liberdade condicional após o cumprimento da pena de prisão.

Leia também: Homem é preso por forçar pessoas a aplicar golpes de criptomoedas

Em fevereiro de 2024, Ferro viajou para Winnsboro, Texas, onde invadiu a casa de uma vítima e roubou uma carteira de hardware contendo cerca de 100 BTC, na época avaliada em mais de US$ 5 milhões. Cinco meses depois, no Novo México, ele realizou vigilância em outra residência antes de quebrar uma janela com um tijolo para procurar carteiras de hardware.

Ferro também atuava como o principal lavador de dinheiro do grupo, usando identidade falsa para criar um cartão de pagamento digital em uma plataforma com restrição geográfica não identificada, permitindo que os membros da organização gastassem seus ganhos ilícitos em criptomoedas.

O próprio Ferro usou os lucros obtidos com criptomoedas roubadas para financiar o estilo de vida luxuoso do grupo, gastando mais de US$ 255.000 em roupas de grife para seus cúmplices — incluindo bolsas Hermès Birkin para a namorada do líder do grupo, após sua prisão e condenação em setembro de 2024. Ferro “continuou a ajudá-lo de fora”, lavando centenas de milhares de dólares e usando os lucros para pagar os advogados do líder da conspiração.

“Este esquema combinou fraude online sofisticada com roubo à moda antiga para drenar milhões de dólares em ativos digitais das vítimas”, disse Pirro no anúncio da sentença, acrescentando que a sentença de Ferro “envia uma mensagem clara: fraude com criptomoedas não é um crime sem vítimas e sem consequências, cometido com segurança por trás de uma tela — é uma conduta criminosa grave que levará à prisão federal”.

* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.

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[Fonte Original]

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