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sexta-feira, junho 5, 2026

Dólar recua no exterior de olho em negociações EUA-Irã e ‘payroll’, com iene no radar

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O dólar recua no exterior, à medida que investidores demonstram maior otimismo em relação às negociações entre Estados Unidos e Irã, apesar das persistentes incertezas, enquanto aguardam a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos conhecido como “payroll.” O iene permanece no radar, com o mercado atento ao risco de nova intervenção das autoridades japonesas no câmbio.

Por volta das 9h20, o índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – caía 0,23%, a 99,19 pontos. Nesse contexto, o euro subia 0,24%, a US$ 1,16394; a libra ganhava 0,34%, a US$ 1,34662; e o dólar caía 0,08% contra a moeda japonesa, negociado a 159,85 ienes.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã seguem avançando, apesar de o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã, ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo entre Israel e Líbano mediada pelos Estados Unidos. Na frente de dados, o consenso aponta para um aumento de 85 mil a 89 mil vagas de emprego nos Estados Unidos em maio, com a taxa de desemprego projetada para permanecer em 4,3%.

“Um número em linha com as expectativas ou acima delas reforçaria a ideia de um mercado de trabalho americano robusto, capaz de suportar os elevados custos de energia relacionados ao conflito no Irã, e poderia encorajar ainda mais os investidores em títulos, que vêm apostando em um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) já no próximo ano”, diz o Berenberg.

O dólar, em que os fundos alavancados já haviam aumentado suas posições compradas para o nível mais alto desde o início de abril na semana que terminou em 26 de maio, pode registrar novos ganhos se o relatório for melhor do que o esperado, pontua.

Já o iene se aproximou novamente do nível de 160 por dólar, caminhando para a quarta semana seguida de perdas frente ao dólar e reacendendo especulações sobre uma possível intervenção das autoridades japonesas no mercado cambial. A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmou que o país está pronto para agir contra movimentos excessivamente voláteis.

[Fonte Original]

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