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quarta-feira, junho 17, 2026

Torcida brasileira lota a Ponte do Brooklyn, em Nova York, após a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026

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Torcedores brasileiros se reuniram para cruzar a Ponte do Brooklyn, um dos maiores cartõe-postais de Nova York, neste domingo, 14, dia seguinte à estreia da seleção na Copa do Mundo 2026. A ação durou cerca de três horas e foi capitaneada pelo Movimento Verde e Amarelo (MBA), torcida organizada oficial da seleção brasileira. A organização não divulgou uma estimativa de público, mas cumpriu o objetivo de ocupar a estrutura de ponta a ponta.

Convocado ainda antes do empate por 1 a 1 contra o Marrocos, o ato de apoio aos jogadores é similar ao realizado na véspera da partida, em plena Times Square. A intenção é unificar quem está nos Estsdos Unidos para torcer e incentivar o time rumo à Filadélfia, onde o próximo adversário será o Haiti, na sexta, 19.

Já na chegada à Ponte do Brooklyn, camisas verde e amarela eram vistas saindo das estações de metrô mais próximas – como a City Hall/Brooklyn Bridge e a Fulton Street. Brasileiros caminhavam com celulares na mão, de olho em seus mapas, buscando o único ponto de acesso à ponte — ela tem 1,8 quilômetro de extensão e recebe mais de cem mil veículos por dia, além dos pedestres.

Ao chegar no vão principal da ponte, de onde a reportagem do GLOBO acompanhou o evento, a aglomeração brasileira era inconfundível. Foi assim das 16h no horário de Brasília, quando a concentração começou, até às 19h, quando os torcedores dispersaram rumo a um “after party” num bar do Brooklyn ou de volta à Manhattan.

De todas as idades, o público incluía integrantes do MVA, torcedores que viajaram aos Estados Unidos para acompanhar a seleção e nacionais que residem em território americano. A maioria ficou sabendo da convocação via redes sociais, mas o “jeitinho brasileiro” também garantiu que alguns participassem. Foi o caso de Tiffany Cristiane Marinho, intercambista brasileira de 24 anos que mora em Connecticut, a duas horas de NY, e soube da caminhada na ponte graças a um compatriota que avistou na rua.

– Vi um homem com a camisa do Brasil e ele me contou que a torcida ia se reunir. O plano era passar a tarde no SoHo (uma das vizinhanças mais populares de NY), mas passei numa loja para comprar uma camisa do Brasil e vim pra cá – afirmou a jovem, feliz com a mudança de rota.

Torcida brasileira lota a Ponte do Brooklyn, em Nova York, após a estreia da seleção brasileira na Copa — Foto: Reprodução

Quem poderia não ficar contente com a passeata em celebração ao Brasil eram turistas de outras nacionalidades que, em geral, passeiam pela Ponte do Brooklyn como um dos principais pontos-turísticos nova-iorquinos. Até eles, ainda assim, demonstraram receptividade com a torcida canarinha. O incentivo ficava claro em interações diversas, sobretudo nas buzinas dos carros. Originalmente, a data de hoje é quando NY festeja seus imigrantes de Porto Rico, com uma parada em homenagem a eles em outro ponto da cidade. Pedestres e motoristas ostentando a bandeira porto-riquenha, porém, não se furtaram a acenar para os brasileiros num sinal de irmandade latina.

Dario, um canadense que planejava cruzar a ponte para encontrar amigos do outro lado, tentava entender o motivo da passeata. Ele acompanhou o empate com o Marrocos ontem e perguntava aos brasileiros o porquê da festa – com direito à roda de samba – no dia de hoje.

– Não imaginei que o cruzamento pudesse demorar tanto – disse ele, tentando desviar com gentileza da multidão de camisas da seleção.

Num dia comum, a travessia pela Ponte do Brooklyn costuma durar entre 30 e 40 minutos. Hoje, o tempo era três vezes maior. O fluxo para turistas como Dario foi organizado organicamente da seguinte maneira: eles ficaram com uma pequena faixa imaginária da ponte para ir e voltar, enquanto os brasileiros tomaram conta do restante do fluxo. Agentes da Polícia de Nova York (NYPD) patrulharam o início e o fim da caminhada, com alertas para evitar a invasão de uma ciclovia.

Junto dos gritos da torcida organizada (um deles uma saudação a Neymar), os torcedores trocaram impressões sobre o desempenho da seleção contra o Marrocos e, claro, reproduziram o bom humor marcante do Brasil. Ao sentir a ponte trepidar, por exemplo, um grupo começou a pesquisar quando ela foi inaugurada: 1883, quase um século e meio atrás.

– E, mesmo assim, estamos aqui – disse aos risos um dos interlocutores.

A “tomada” da Ponte do Brooklyn foi a última grande movimentação da torcida brasileira em NY, antes da Filadélfia. Enquanto a seleção viaja na quinta, véspera do segundo jogo da Fase de Grupos, os torcedores começam a se deslocar mais cedo, ainda durante a semana, movidos pela expectativa de vitória contra o Haiti.

[Fonte Original]

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