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sexta-feira, agosto 21, 2026

Ibovespa tem dia volátil e fecha estável com o apoio da Petrobras e da Vale

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Após subir mais de 1% durante a manhã, o Ibovespa devolveu boa parte da alta e passou a oscilar entre perdas e ganhos ao longo da tarde. Sem um novo gatilho favorável para turbinar o desempenho da bolsa local, como ocorreu na sessão anterior, com a recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro americano e o recuo dos rendimentos dos papéis nos EUA e aqui, o índice teve dificuldade de adotar uma valorização mais expressiva.

A performance da bolsa só não foi pior devido à alta mais intensa das ações da Petrobras e da Vale. A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, após mais sanções econômicas impostas ao governo de Teerã levou o Brent a terminar próximo de US$ 94 por barril, o que elevou os ganhos da petroleira. Já a mineradora foi beneficiada por um fluxo mais favorável de investidores para ações de commodities.

Após oscilar entre os 166.966 pontos e os 169.752 pontos, o Ibovespa fechou estável (+0,06%), aos 167.927 pontos, marcando a segunda sessão consecutiva no campo positivo após 11 pregões seguidos de perdas.

Entre as blue chips, as PN da Petrobras subiram 2,81%, enquanto as ON da Vale ganharam 2,62%. Já os bancos terminaram majoritariamente em queda, com as PN do Itaú Unibanco liderando as perdas, com recuo de 2,24%. A exceção ficou para as units do Santander, que avançaram 0,94%.

As maiores desvalorizações do Ibovespa hoje, no entanto, ficaram para ações cíclicas domésticas, caso de Vamos (-8,49%), Hapvida (-7,16%) e Cury (-4,77%), que foram negativamente afetadas pelo avanço dos juros futuros. O mercado local refletiu a alta dos rendimentos dos Treasuries, revertendo parte da queda vista ontem, quando o Departamento do Tesouro americano surpreendeu o mercado ao anunciar um aumento na recompra de títulos de longo prazo.

Hoje, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse ver uma “precipitação” do mercado em relação à dívida pública dos Estados Unidos, e não descartou novas atuações nos Treasuries.

O sócio e diretor da SVN Gestão, Leonardo Morales, afirma que a intervenção do Tesouro americano feita ontem ajudou a diminuir a pressão dos juros longos nos Estados Unidos, o que trouxe alívio aos mercados emergentes na véspera, mas que o movimento perdeu força hoje.

Para Morales, a piora dos ativos locais está diretamente ligada ao cenário eleitoral. “Acho que muita gente jogou a toalha e, obviamente, o mercado está atribuindo uma probabilidade maior à reeleição. Mas eu acho cedo, porque a campanha e os debates começam agora”, avalia.

Nesse contexto, em que o Ibovespa se distanciou do pico de quase 200 mil pontos em abril, o gestor enxerga mais assimetria nos preços dos ativos, tanto nos juro reais quanto nos nominais e em alguns papéis da bolsa, que caíram quase 30%. “Temos aproveitado para aumentar um pouquinho o risco das carteiras, mas parece que a queda da bolsa está muito mais ligada à política, o que culminou também com o relatório de ‘downgrade’ [rebaixamento] de um banco estrangeiro para as ações brasileiras”, completa.

Na semana passada, o J.P. Morgan rebaixou a recomendação das ações brasileiras de “overweight” (equivalente à compra) para neutra, provocando uma forte onda vendedora no Ibovespa.

O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 20,6 bilhões e de R$ 28,2 bilhões na B3. Já em Wall Street, os principais índices fecharam no vermelho: o Dow Jones perdeu 1,32%, o Nasdaq recuou 1,00%, e o S&P 500 cedeu 0,87%.

[Fonte Original]

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