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segunda-feira, agosto 24, 2026

Bitcoin hoje: BTC mantém os US$ 77 mil e Fed vira novo teste da semana

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O Bitcoin começa a semana segurando a região dos US$ 77 mil depois de uma das maiores altas semanais dos últimos anos. A criptomoeda era negociada acima de US$ 77 mil nesta segunda-feira (24), mantendo ganho de cerca de 22% em sete dias, enquanto parte das altcoins que lideraram o rali da semana passada começava a perder força.

Nesta manhã, o Bitcoin tem alta de 1,2%, cotado a US$ 77.918 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em $ 400.886, segundo dados do Portal do Bitcoin. O Ethereum, por sua vez, sobe 1,9%, a US$ 2.475. Já o XRP tem leve queda de 0,2%, enquanto a Solana sobe 1,4%, assim como a BNB.

O BTC chegou a tocar US$ 79.500 na sexta-feira, após sair da região dos US$ 62 mil e romper resistências importantes em poucos dias. O Bitcoin subiu 23,6% na semana passada, sua segunda melhor performance semanal desde fevereiro de 2021.

A alta foi impulsionada por uma combinação de fatores: a ampliação das recompras de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos, queda do dólar, entrada forte em ETFs, melhora do apetite por risco e sinais mais favoráveis para a regulação cripto em Washington. O Tesouro dobrou o tamanho das recompras de bonds longos de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões por operação, movimento lido pelo mercado como tentativa de aliviar o estresse no mercado de dívida americano.

Agora, o mercado entra em uma fase de teste. Parte da alta veio de um short squeeze bilionário, com traders vendidos sendo forçados a recomprar Bitcoin. Por isso, a dúvida é se a demanda à vista e os fluxos em ETFs serão suficientes para sustentar os preços acima dos US$ 77 mil.

ETFs e dólar fraco sustentaram o rali

Os ETFs cripto dos Estados Unidos foram um dos principais motores da alta. Fundos à vista de Bitcoin receberam US$ 1,92 bilhão em entradas líquidas na semana encerrada em 21 de agosto, enquanto os ETFs de Ethereum captaram US$ 697,2 milhões. Juntos, os produtos atraíram cerca de US$ 2,6 bilhões, no melhor resultado semanal desde outubro de 2025.

Esse fluxo ajudou a dar uma base mais sólida ao rali, reduzindo a leitura de que a alta foi apenas resultado de liquidações forçadas. Ainda assim, a continuidade das entradas será decisiva. Se os ETFs mantiverem captação forte nos próximos dias, o rompimento pode ganhar sustentação; se houver reversão rápida, o BTC pode voltar a testar suportes deixados para trás.

Leia também: Bitcoin iniciou novo ciclo de alta? Analistas divergem após BTC encostar em US$ 80 mil

O cenário macro também ajudou. O índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de moedas fortes, caiu para a região de 98,9 pontos e ficou abaixo de sua média móvel de 200 dias, em 99,1. Dólar mais fraco costuma favorecer ativos de risco e também fortalece a tese de proteção contra perda de poder de compra das moedas fiduciárias.

Esse tema, conhecido como “debasement trade”, voltou ao radar com a alta simultânea de Bitcoin, ouro e prata. O ouro passou de US$ 4.600 por onça e também superou sua média móvel de 200 dias, enquanto investidores voltaram a buscar ativos escassos em meio a preocupações com dívida, juros e inflação.

Do ponto de vista técnico, o Bitcoin voltou a negociar acima da média móvel simples de 200 dias, um indicador bastante acompanhado por traders para avaliar tendências de longo prazo. As médias mais curtas também começaram a virar para cima, o que aumenta a expectativa por uma possível “golden cross”, sinal técnico que ocorre quando a média de 50 dias cruza acima da média de 200 dias.

A próxima resistência importante está em US$ 81.033, região da média móvel de 50 semanas. Acima dela, o mercado passa a observar US$ 82.814, máxima de maio, antes da queda que levou o BTC para baixo de US$ 60 mil em junho. No fim de semana, o Bitcoin chegou a cair para US$ 75.538, mas encontrou suporte perto da chamada “média real de mercado”, em torno de US$ 75.968, métrica on-chain que estima o preço médio de aquisição dos bitcoins em circulação ativa.

O próximo grande teste vem da agenda macro. O simpósio de Jackson Hole, entre 27 e 29 de agosto, será o foco da semana, com a primeira participação de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve no evento. Investidores querem entender se o Fed vai validar a leitura de condições financeiras mais favoráveis ou se adotará um tom mais duro contra a inflação.

Para o mercado cripto, a fala de Warsh importa porque a alta recente dependeu em parte da queda dos juros longos e do dólar. Qualquer sinal de que o Fed pretende manter política monetária apertada por mais tempo pode esfriar o apetite por risco. Por outro lado, um tom mais brando pode reforçar a aposta de que o Bitcoin tem espaço para romper US$ 80 mil.

O cenário, portanto, é positivo, mas ainda exige confirmação. A melhor semana do Bitcoin em anos mostrou que havia demanda reprimida, excesso de apostas baixistas e apetite institucional voltando ao mercado. Mas, depois de uma alta tão rápida, o BTC precisa provar que consegue sustentar os US$ 77 mil sem depender apenas de liquidações de vendidos.

Se os ETFs continuarem captando, o dólar seguir fraco e Jackson Hole não trouxer uma surpresa negativa, o Bitcoin pode tentar buscar a faixa entre US$ 81 mil e US$ 83 mil. Se esses fatores perderem força, a realização pode levar o mercado a testar novamente os suportes próximos de US$ 76 mil e, depois, US$ 72 mil.

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[Fonte Original]

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