Como o Diretor de Marketing da Ticket Equilibra Tradição e Inovação em um Mercado em Transformação

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Aos 50 anos, completados em 2026, a Ticket tenta conciliar a tradição de uma marca que virou sinônimo de benefícios corporativos com a necessidade de inovar. Manter esse equilíbrio é a missão de Danilo Teixeira, diretor de marketing da empresa desde 2024. Ex-Diageo, Campari e iFood, ele chegou com a bagagem de quem combina construção de marca com resultado mensurável.

A estratégia da Ticket parte de uma premissa simples. “Nós nunca podemos esquecer onde está a nossa verdade”, diz Teixeira. Para a empresa, essa verdade é a confiança e a parceria construídas ao longo de meio século. Sobre essa base, a empresa soma recursos e tecnologia.

A novidade mais recente, anunciada no CONARH (Congresso Nacional de Gestão de Pessoas), em agosto deste ano, é o ponto eletrônico diretamente no aplicativo, que a companhia apresenta como o primeiro do mercado de benefícios com integração completa. O colaborador, que já usava o app para consultar o saldo, agora registra o ponto no mesmo lugar.

Segundo Teixeira, o lançamento acompanha uma demanda de RHs e de usuários para ter diversos recursos do dia a dia em um só lugar. Para as empresas, isso significa um único cartão com todos os benefícios, uma única plataforma e um único contrato. Para o colaborador, um aplicativo que vai além de consultar o saldo.

É nesse ponto que entra o Clube Ticket, lançado há cerca de um ano dentro do app. O espaço reúne parceiros em quatro verticais: produtos financeiros, seguros, bem-estar e marketplace.

O movimento está alinhado ao Amplify, a estratégia global do grupo Edenred, dono da Ticket, que busca gerar mais valor agregado para usuários, clientes e estabelecimentos. A regra interna é que a Ticket seja a primeira a oferecer uma solução quando uma nova demanda começa a surgir no mercado. “Se percebemos o movimento de um serviço ou de uma função que pode estourar, isso precisa estar no nosso aplicativo o quanto antes”, diz o executivo.

Ao marketing cabe garantir que a base de mais de 7 milhões de usuários conheça esse ecossistema, num esforço que combina digital, eventos, campanhas e mídia. Para isso, a Ticket mudou o tom. A marca abandonou a lógica de uma comunicação B2B formal e passou a falar “de igual para igual” com seus três públicos: empresas, colaboradores e estabelecimentos. “O RH ou o dono do restaurante também é um usuário”, afirma Teixeira.

No Instagram, a marca apostou em criadores de conteúdo com liberdade para usar a própria linguagem. A estratégia colocou a Ticket na liderança em número de seguidores entre as marcas de benefícios e ajuda a falar com jovens que nunca usaram o tíquete de papel.

A inteligência artificial também mudou a rotina da área. Segundo Teixeira, adaptar uma campanha para os diferentes canais de mídia levava duas semanas e hoje leva cerca de três horas. O tempo economizado vai para o trabalho de estratégia.

Os resultados aparecem no mercado. Depois de seis anos fora do primeiro lugar, a Ticket voltou ao topo do prêmio Top of Mind de RH em 2025 e repetiu a conquista em 2026, justamente no ano do cinquentenário. “Chegar aos 50 anos como a empresa número um em benefícios dá um orgulho gigantesco. Estamos felizes com essa conquista consecutiva”, comemora o executivo.

Para o próximo ciclo, a empresa aposta na escuta. A satisfação do público, medida pelo NPS (Net Promoter Score), já é uma meta de todos os funcionários, e sessões periódicas com RHs, estabelecimentos e usuários orientam lançamentos e campanhas. “Nós sempre precisamos voltar para quem de fato usa os produtos da Ticket. É a partir disso que vamos desenhar as estratégias para os próximos 50, 100 anos”, diz Teixeira.

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