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segunda-feira, fevereiro 16, 2026

Pnuma anuncia avanços ambientais gerados pela cooperação global em 2025

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O Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, sublinha progressos alcançados no combate aos desafios ambientais globais através da cooperação internacional, apesar das persistentes tensões geopolíticas.

O Relatório Anual de 2025 destaca que a ação ambiental baseada no multilateralismo pode gerar benefícios significativos para a saúde pública, a economia e a proteção dos ecossistemas. Deste modo, reforça a necessidade de respostas coletivas às crises climática, ambiental e da poluição.

Políticas ambientais com impacto social e econômico

Os principais destaques incluem a 7ª. edição das Perspectivas Globais Ambientais, que conclui que políticas ambientais mais ambiciosas poderiam prevenir milhões de mortes e retirar centenas de milhões de pessoas da pobreza e da fome.

ONU Micronésia/Borja Moya

Mais de 170 mil quilômetros quadrados de espaços naturais passaram a ser protegidos

Outro avanço relevante foi a criação do Painel Intergovernamental Ciência-Política sobre Produtos Químicos, Resíduos e Poluição, estabelecido após três anos de negociações sob liderança do Pnuma.

O painel fornecerá ciência independente aos decisores políticos para enfrentar a crescente ameaça da poluição.

Proteção da natureza

Na 7ª. sessão da Assembleia da ONU sobre o Ambiente, os países adotaram várias resoluções sobre minerais críticos para a transição energética, incêndios florestais, resistência antimicrobiana e o uso sustentável da inteligência artificial.

O acordo histórico para proteger a biodiversidade em alto mar, conhecido como acordo Bbnj, entrou em vigor como lei internacional em janeiro de 2026.

Paralelamente, com o apoio do Pnuma, mais de 170 mil quilômetros quadrados de espaços naturais passaram a ser protegidos ou administrados de forma mais sustentável, beneficiando 2,3 milhões de pessoas.

Redução global de emissões

O Observatório Internacional de Emissões de Metano do Pnuma detectou fugas de metano em instalações de petróleo e gás em 36 países.

Uma vista panorâmica do vale de Spiti, a primeira reserva de biosfera do deserto frio de alta altitude da Índia, mostrando cadeias de montanhas coloridas e um rio sinuoso sob um céu azul brilhante com nuvens.

Desafios climáticos continuam a surgir e a exigir ações urgentes e fundos estáveis

Os alertas dirigidos aos governos levaram à reparação de, pelo menos, 19 fugas, que, combinadas, libertavam cerca de 1,2 mil toneladas de metano a cada 24 horas.

Além disso, através da Parceria de Metano de Petróleo e Gás 2.0, 150 empresas destes ramos passaram a reportar de forma transparente os dados de emissões de metano.

Desafios persistentes

Apesar dos progressos, as avaliações da agência mostram a dimensão dos desafios futuros.

O Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2025 revelou que, mesmo com os compromissos climáticos existentes, o mundo aquecerá entre 2,3 e 2,5 °C, com uma provável ultrapassagem do limite de 1,5 °C.

O Relatório sobre a Lacuna de Adaptação 2025 constatou que os países precisarão de até US$ 365 bilhões por ano até 2035 para se adaptarem às alterações climáticas.

O Pnuma continuou também a apoiar esforços de recuperação ambiental e a fornecer recomendações para mitigar danos ambientais em contextos de conflito, incluindo na Faixa de Gaza, na Ucrânia e no Sudão.

Necessidade de compromissos e financiamento

A diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, afirmou que o ano passado foi marcado por tensões globais. Ainda assim, os países demonstraram que o “multilateralismo ambiental é o farol que se eleva acima da névoa das diferenças geopolíticas para unir o mundo em ação conjunta”.

O Relatório Anual da agência destaca ainda a necessidade de uma fonte estável de financiamento previsível e flexível para o cumprimento do seu mandato.

Ainda em 2025, 106 Estados-membros contribuíram para o fundo, com um número recorde a cumprir integralmente a sua quota financeira, viabilizando o trabalho global do Pnuma em 151 países.

[Fonte Original]

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