Há séculos, a ciência procura desvendar um dos grandes mistérios da humanidade: será que estamos sozinhos no Universo? Mas, quanto mais aprendemos sobre o cosmos, mais distante essa resposta fundamental parece estar. Até mesmo em nosso Sistema Solar, a busca por sinais de vida microbiana é um trabalho complexo e nos planetas de outros sistemas estelares, é algo que parece impossível.
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Nos últimos anos, no entanto, tecnologias avançadas e telescópios espaciais como o Hubble e o James Webb, começam a nos fornecer pistas valiosas sobre esses mundos distantes. Eles nos permitem estudar a atmosfera de exoplanetas, buscando por indícios que podem ser a assinatura química da presença de vida.
No programa Olhar Espacial desta sexta-feira (24), vamos conhecer Raíssa Estrela, uma brasileira que trabalha justamente nessa vanguarda da pesquisa astronômica. A astrofísica que saiu da Paraíba para se tornar uma pesquisadora da NASA, procurando, em planetas a anos-luz da Terra, a resposta para a questão que tanto intriga a humanidade.
Raissa é pesquisadora no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência, na Califórnia. Graduada em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, possui mestrado e doutorado em Ciências Geoespaciais pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Sua tese de doutorado, intitulada Exoplanetas, Atmosferas e Habitabilidade, recebeu o prêmio de melhor tese de 2020 pela União Astronômica Internacional.

Entre 2020 e 2023, realizou seu pós-doutorado no próprio JPL, onde posteriormente foi contratada como pesquisadora. Atualmente, Raissa trabalha na caracterização de planetas além do nosso sistema solar e integra o comitê científico do Observatório de “Mundos Habitáveis” da NASA, uma missão projetada para buscar sinais de vida em planetas semelhantes à Terra. Ela também faz parte da equipe da missão EMIT da NASA, onde trabalha na detecção de gases de efeito estufa e poluição por plásticos para apoiar a mitigação das mudanças climáticas.
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Como assistir ao Programa Olhar Espacial
Apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas às sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTube, Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e TikTok.