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segunda-feira, maio 25, 2026

Fluxo entre BC e Tesouro foi consolidado pela equipe do governo, diz Galípolo

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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, disse, nesta segunda-feira (25), que veio da equipe econômica do governo a sugestão de incorporar a parte dos ganhos contábeis da autoridade monetária no resultado primário do Tesouro durante a discussão da proposta de emenda à Constituição (PEC) de autonomia financeira.

“Aquele texto decorre deste diálogo que ocorreu e de concessões que foram feitas […] nessa negociação que ocorreu entre o Senado e o governo”, disse.

Ele comentou sobre o impacto dos fluxos entre o BC e Tesouro no resultado primário e, por consequência, na gestão da política fiscal. Os fluxos não são considerados para fins de receitas ou despesas primárias. A PEC estabelece que as movimentações passariam a contabilizar no resultado primário, porque o BC passaria a ser uma entidade pública de natureza especial.

Segundo ele, os pedidos foram redigidos a pedido da equipe econômica do governo.

Galípolo declarou que o Banco Central aceitaria absorver integralmente o resultado das operações contábeis. Segundo ele, a operacionalização da política monetária não tem grande impacto de custo, porque é feita com títulos públicos. O presidente do BC afirmou que a maior parte do resultado decorre da variação cambial.

Segundo ele, o Banco Central não tem função de compra de reservas cambiais. Galípolo disse que, há décadas, o resultado agregado costuma ser positivo.

“O texto que lá está colocado foi consolidado pela AGU, mas a opção que foi colocada para ser tratada daquela maneira, veio da equipe econômica”, disse.

As declarações foram feitas durante o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025.

Ao comentar os dados do REF, ele disse que a autoridade monetária está tentando segregar os efeitos do choque de oferta e os impactos de segunda ordem que justificam o aumento das expectativas de inflação no curto prazo.

Quando questionado sobre a “gordura” da política monetária, ele disse que há duas variáveis que contaminam as projeções de curto prazo: choque de oferta com o conflito no Irã e o El Niño. Afirmou que ficou “bem claro” que, ao longo de 2025, a política monetária vem funcionando, colocando um crescimento num patamar mais próximo do potencial.

Galípolo disse ainda que os efeitos de segunda ordem podem ser amplificados em uma economia que tem desemprego historicamente baixo e renda em alta.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo — Foto: Cristiano Mariz/Agência Globo

[Fonte Original]

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