Abril foi um mês favorável para os bilionários. O S&P 500 e o Nasdaq Composite avançaram 9% e 15%, respectivamente, elevando a fortuna combinada dos dez mais ricos do mundo — todos americanos — para US$ 2,7 trilhões (R$ 13,5 trilhões) em 1º de maio, à meia-noite no horário da Costa Leste dos EUA. Como grupo, eles estão US$ 260 bilhões (R$ 1,3 trilhão) mais ricos do que um mês antes. Nenhum teve desempenho melhor do que o cofundador do Google, Larry Page, que se tornou na quinta-feira a terceira pessoa da história a atingir pelo menos US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão).
Page, que ocupa a segunda posição no ranking global pelo sexto mês consecutivo, viu sua fortuna saltar US$ 76 bilhões (R$ 380 bilhões), para US$ 313 bilhões (R$ 1,565 trilhão), impulsionada pela alta de mais de 33% nas ações da Alphabet no último mês. Ele ainda está US$ 469 bilhões (R$ 2,345 trilhões) atrás de Elon Musk, mas reduziu a diferença em relação aos US$ 580 bilhões (R$ 2,9 trilhões) registrados no início de abril.
Musk, cuja fortuna caiu US$ 35 bilhões (R$ 175 bilhões), ou 4%, para US$ 782 bilhões (R$ 3,91 trilhões), é o único integrante do top 10 cujo patrimônio diminuiu nos últimos 30 dias. A queda se deve principalmente à revisão da estimativa da participação de Musk na SpaceX, avaliada em US$ 1,25 trilhão (R$ 6,25 trilhões). A participação foi ajustada de 43% para 40% com base em um documento corporativo atualizado no Alasca, divulgado em abril.
O cofundador do Google, Sergey Brin, foi o segundo maior destaque do mês e subiu da quarta para a terceira posição, com um aumento de US$ 70 bilhões (R$ 350 bilhões), atingindo US$ 289 bilhões (R$ 1,445 trilhão). Brin trocou de lugar com o terceiro maior ganho, Jeff Bezos, que caiu para a quarta posição apesar de adicionar US$ 49 bilhões (R$ 245 bilhões) à sua fortuna, impulsionado pela alta de 27% nas ações da Amazon.
O quarto maior avanço foi de Michael Dell, cuja fortuna cresceu US$ 34 bilhões (R$ 170 bilhões), chegando a US$ 177 bilhões (R$ 885 bilhões), com a valorização das ações da Dell Technologies e da Broadcom, que subiram 27% e 35%, respectivamente. Dell avançou da oitava para a sétima posição, trocando de lugar com Jensen Huang. O quinto maior ganho foi do cofundador da Nvidia, que ficou US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões) mais rico após a valorização de 14% das ações da empresa.
O herdeiro do Walmart, Jim Walton, entrou no top 10 pela primeira vez em pelo menos três anos, subindo duas posições e ficando logo atrás de seu irmão, Rob Walton, que havia retornado ao grupo no mês anterior e se manteve na nona posição. Ambos viram suas fortunas crescerem US$ 7 bilhões (R$ 35 bilhões), para US$ 147 bilhões (R$ 735 bilhões) e US$ 150 bilhões (R$ 750 bilhões), respectivamente, com a alta de 6% das ações da varejista.
Jim Walton substituiu o francês Bernard Arnault, do conglomerado de luxo LVMH, que era o único integrante não americano do top 10 no mês anterior. Arnault caiu da décima para a décima primeira posição, com uma leve redução inferior a US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões), para US$ 142 bilhões (R$ 710 bilhões). É a primeira vez em mais de três anos que ele fica fora do grupo — e também a primeira vez, no mesmo período, em que o top 10 é composto exclusivamente por americanos.
A Forbes acompanha os bilionários do mundo desde 1987. Em março de 2026, a lista anual identificou 3.428 nomes. A seguir, os dez mais ricos do planeta em 1º de maio de 2026, à meia-noite (horário da Costa Leste dos EUA), segundo a publicação. Como os preços das ações variam diariamente, os patrimônios também mudam com frequência.
Principais pontos
Elon Musk é a pessoa mais rica do mundo, posição que ocupa desde maio de 2024.
Larry Page agora possui mais de US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão) e é apenas a terceira pessoa da história — ao lado de Musk e Larry Ellison — a atingir esse patamar.
Sergey Brin ultrapassou Jeff Bezos e se tornou a terceira pessoa mais rica do mundo em 1º de maio.
Bill Gates deixou o top 10 em outubro de 2024 após novas informações levarem a uma revisão significativa de sua fortuna.
Pela primeira vez em mais de três anos, todas as pessoas mais ricas do mundo são americanas. O único estrangeiro no ranking anterior, Bernard Arnault, saiu do grupo.
Todos os dez mais ricos em 1º de maio são homens e possuem fortunas de pelo menos US$ 147 bilhões (R$ 735 bilhões), acima dos US$ 142 bilhões (R$ 710 bilhões) do mês anterior.
Quem são os 10 mais ricos do mundo
Elon Musk
Larry Page
Sergey Brin (subiu da 4ª posição)
Jeff Bezos (caiu da 3ª posição)
Mark Zuckerberg
Larry Ellison
Michael Dell (subiu da 8ª posição)
Jensen Huang (caiu da 7ª posição)
Rob Walton
Jim Walton (subiu da 12ª posição)
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1. Elon Musk. Fortuna: US$ 782 bilhões (R$ 3,91 trilhões), queda de US$ 35 bilhões (R$ 175 bilhões) em relação ao mês anterior.
Fonte: SpaceX, Tesla
Idade: 54 anos
Residência: Austin, Texas
Cidadania: Estados Unidos
Em 3 de fevereiro, Elon Musk se tornou a primeira pessoa da história a atingir uma fortuna de US$ 800 bilhões (R$ 4 trilhões) ou mais, após a fabricante de foguetes SpaceX adquirir sua empresa de inteligência artificial e redes sociais, a xAI, em um acordo que avaliou a companhia combinada em US$ 1,25 trilhão (R$ 6,25 trilhões). A Forbes estima que Musk detenha atualmente uma participação de 40% na empresa combinada, equivalente a US$ 500 bilhões (R$ 2,5 trilhões). Seu ativo mais valioso, a SpaceX — da qual é CEO — planeja abrir capital ainda este ano.
Em 6 de novembro, acionistas da Tesla aprovaram um pacote de remuneração recorde que pode render a Musk até US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) adicionais em ações, antes de impostos e dos custos para liberar papéis restritos, caso a empresa alcance metas de desempenho consideradas “Mars shot”, como multiplicar por mais de oito vezes seu valor de mercado ao longo da próxima década. Musk possui cerca de 12% das ações da Tesla (sem considerar opções) e já ofereceu parte de sua participação como garantia em empréstimos. Em 19 de dezembro, a Suprema Corte de Delaware restabeleceu suas opções de ações da Tesla, que haviam sido anuladas por uma instância inferior em 2024.
Nascido na África do Sul, Musk mudou-se para o Canadá antes de completar 18 anos, trabalhou em diversas funções, ingressou na Queen’s University, em Ontário, e depois se transferiu para a University of Pennsylvania, onde obteve bacharelado em economia.
Em 2000, fundiu o banco digital X.com, do qual foi cofundador, com uma empresa similar criada por Peter Thiel, dando origem ao PayPal, adquirido pelo eBay em 2002 por US$ 1,4 bilhão (R$ 7 bilhões). No mesmo ano, fundou a SpaceX em El Segundo, próximo a Los Angeles. Em 2004, ingressou na Tesla como investidor e presidente do conselho, um ano após a fundação da empresa; posteriormente, recebeu o título de cofundador. Musk assumiu como CEO da Tesla em 2008 e levou a companhia à bolsa em 2010. Em 2015, cofundou a OpenAI com Sam Altman como uma organização sem fins lucrativos, mas deixou o conselho três anos depois, após uma tentativa malsucedida de ampliar seu controle. Mais recentemente, Musk e a OpenAI passaram a disputar na Justiça se ele tem direito a compensação por suas contribuições na fase em que a entidade ainda era sem fins lucrativos.
Musk se tornou a pessoa mais rica do mundo pela primeira vez em setembro de 2021 e liderou o ranking durante a maior parte de 2022, até perder a posição em dezembro daquele ano. Voltou ao topo em 8 de junho de 2023 e permaneceu como número um até o fim de 2023. Caiu para a segunda posição em 31 de janeiro de 2024. Recuperou o primeiro lugar no fim de maio de 2024 e o mantém desde então. Em outubro, tornou-se a primeira pessoa a alcançar US$ 500 bilhões (R$ 2,5 trilhões). Em dezembro, ultrapassou as marcas de US$ 600 bilhões (R$ 3 trilhões) e US$ 700 bilhões (R$ 3,5 trilhões). Em fevereiro, sua fortuna superou US$ 800 bilhões (R$ 4 trilhões).
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2. Larry Page
Fortuna: US$ 313 bilhões (R$ 1,565 trilhão), alta de US$ 76 bilhões (R$ 380 bilhões) no último mês
Fonte: Google
Idade: 53 anos
Residência: Palo Alto, Califórnia
Cidadania: Estados Unidos
Page percorreu um longo caminho até alcançar o posto de segunda pessoa mais rica do planeta e se tornar apenas o terceiro indivíduo da história a atingir pelo menos US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão). Quando a Forbes fechou a lista de bilionários de 2025, em março do ano passado, ele ocupava a sétima posição, com uma fortuna estimada em US$ 144 bilhões (R$ 720 bilhões). Há dez anos, estava na 19ª colocação.
Page cofundou o mecanismo de busca Google com o colega de doutorado em Stanford, Sergey Brin, em 1998, e foi CEO até 2001 e novamente de 2011 a 2015. Atualmente, integra o conselho da controladora Alphabet e segue como acionista controlador. Segundo relatos, trabalha em uma nova startup de inteligência artificial chamada Dynatomics, voltada à manufatura de produtos.
No fim de 2024, o Department of Justice afirmou que o Google deveria vender o navegador Chrome para reduzir o domínio da empresa no ambiente digital. Em resposta, a companhia declarou que essa medida prejudicaria consumidores e a liderança tecnológica dos Estados Unidos. O contexto pode ter influenciado a presença do CEO da Alphabet, Sundar Pichai, na posse de Donald Trump, em janeiro de 2025. No maior caso antitruste em décadas, um juiz federal decidiu, em setembro de 2025, que o Google não precisa vender o Chrome.
Page foi investidor fundador da empresa de mineração de asteroides Planetary Resources, adquirida pela companhia de blockchain ConsenSys em 2018. Recentemente, comprou uma casa na Flórida, aparentemente em resposta à possibilidade de a Califórnia taxar grandes fortunas.
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3. Sergey Brin
Fortuna: US$ 289 bilhões (R$ 1,445 trilhão), alta de US$ 70 bilhões (R$ 350 bilhões) no último mês
Fonte: Google
Idade: 52 anos
Residência: Los Altos, Califórnia
Cidadania: Estados Unidos
Enquanto Larry Page mantém um perfil discreto, Brin voltou a atuar diretamente na Alphabet, contribuindo com a estratégia de inteligência artificial. Ele saiu de uma espécie de semiaposentadoria em 2024 para propor mudanças no chatbot Gemini, do Google, e foi listado como “colaborador central” no lançamento do modelo, em dezembro daquele ano.
Assim como seu sócio, Brin integra o conselho da Alphabet e permanece como acionista controlador. No fim de novembro, declarou a doação de US$ 1,1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) em ações da empresa, quase totalmente destinadas à sua organização sem fins lucrativos, a Catalyst4, que atua em pesquisas sobre doenças do sistema nervoso central e mudanças climáticas.
Brin também adquiriu imóveis em Malibu e na região de Lake Tahoe, no estado de Nevada, e apoia uma organização sem fins lucrativos na Califórnia dedicada a ampliar o acesso à moradia, em meio ao debate no estado sobre a possível criação de um imposto sobre grandes fortunas.
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4. Jeff Bezos
Fortuna: US$ 272 bilhões (R$ 1,36 trilhão), alta de US$ 49 bilhões (R$ 245 bilhões) no último mês
Fonte: Amazon
Idade: 62 anos
Residência: Miami, Flórida
Cidadania: Estados Unidos
Bezos está à frente de uma reestruturação relevante e controversa do The Washington Post, que inclui a demissão de cerca de um terço da equipe. Ele vem sendo criticado por muitos, que o acusam de desfigurar o jornal que comprou em 2013 sob grande expectativa. Seu foco, porém, parece estar em outras frentes. Segundo relatos, Bezos assumiu como co-CEO de uma startup de inteligência artificial chamada Project Prometheus. Avaliada em US$ 30 bilhões (R$ 150 bilhões), a empresa, voltada a engenharia e manufatura, estaria em processo de captação de dezenas de bilhões de dólares. Trata-se de seu primeiro cargo operacional desde que deixou o posto de CEO da Amazon.
Bezos fundou a gigante do comércio eletrônico Amazon em 1994 e liderou a companhia como CEO até julho de 2021, mantendo-se como presidente executivo do conselho. No mesmo mês, viajou ao espaço em um foguete da Blue Origin, empresa que criou e financiou com bilhões de dólares. Em 2025, a companhia enviou brevemente uma tripulação composta apenas por mulheres ao espaço, incluindo a cantora Katy Perry, a apresentadora Gayle King e a segunda esposa de Bezos, Lauren Sanchez.
Antes de fundar a Amazon em sua garagem em Seattle, Bezos trabalhou no McDonald's ainda adolescente, formou-se na Princeton University e atuou em Nova York no fundo de hedge D. E. Shaw. A Amazon começou como uma livraria online, em um período em que o comércio eletrônico ainda era incipiente. Com o tempo, a empresa passou a dominar o mercado de computação em nuvem e expandiu suas operações para produção de filmes e séries, abastecendo o Amazon Prime Video.
Bezos foi a pessoa mais rica do mundo na lista anual de bilionários da Forbes de 2018 a 2021. Em 2022, caiu para a segunda posição, ocupou o terceiro lugar entre 2023 e 2025 e aparece em quarto no ranking de 2026.
Em 2019, Bezos se divorciou de MacKenzie Scott; no acordo, ela ficou com 4% das ações da Amazon, enquanto ele manteve 12%. Desde então, vendeu e doou parte de sua participação e hoje detém cerca de 8% da empresa. Desde a abertura de capital da Amazon, em 1997, a Forbes calcula que Bezos já vendeu mais de US$ 49 bilhões (R$ 245 bilhões) em ações. Por meio da Bezos Expeditions, investiu em diversas companhias, incluindo a Airbnb e a empresa de software Workday.
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5. Mark Zuckerberg
Fortuna: US$ 210 bilhões (R$ 1,05 trilhão), alta de US$ 14 bilhões (R$ 70 bilhões) no último mês
Fonte: Meta Platforms (Facebook)
Idade: 41 anos
Residência: Palo Alto, Califórnia
Cidadania: Estados Unidos
Zuckerberg cofundou o Facebook quando ainda era estudante da Harvard University, em 2004. Hoje rebatizada como Meta, a empresa se tornou a maior rede social do mundo, com bilhões de usuários globalmente. O grupo também controla o Instagram e o WhatsApp, ambos adquiridos e posteriormente ampliados. Zuckerberg segue como CEO, levou a companhia à bolsa em 2012 e ainda detém cerca de 13% das ações.
Em outubro, ele estava na plateia do evento Innovator of the Year, do The Wall Street Journal, quando sua esposa, Priscilla Chan, recebeu o principal prêmio por seu papel nas iniciativas filantrópicas do casal voltadas à cura e prevenção de doenças. Na ocasião, a cantora Billie Eilish questionou o público: “Se você é bilionário, por que é bilionário?”.
Em fevereiro, Zuckerberg e Priscilla foram vistos na primeira fila de um desfile da Prada, em Milão. A Meta e a grife italiana estariam colaborando no desenvolvimento de óculos inteligentes de alto padrão.
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6. Larry Ellison
Fortuna: US$ 205 bilhões (R$ 1,025 trilhão), alta de US$ 16 bilhões (R$ 80 bilhões) no último mês
Fonte: Oracle
Idade: 81 anos
Residência: Manalapan, Flórida
Cidadania: Estados Unidos
Em agosto, Ellison se uniu ao filho, David Ellison, para viabilizar a fusão entre a Paramount Global e a Skydance Media. Agora, pai e filho avançam em uma aposta ainda maior: a Warner Bros. Discovery aceitou recentemente uma oferta de US$ 111 bilhões (R$ 555 bilhões) da Paramount para adquirir o grupo de mídia. Caso o acordo seja aprovado por reguladores, uma das maiores fusões da história colocará ativos como CBS e CNN sob o mesmo guarda-chuva, além de integrar plataformas como HBO Max e Paramount+, com Warner Bros. Pictures e Paramount Pictures compartilhando a mesma controladora. Isso ampliaria de forma relevante a influência dos Ellison sobre a mídia americana, somando-se ao império de tecnologia e imóveis já liderado pelo fundador da Oracle e vizinho recente de Donald Trump.
Morador de longa data da Califórnia, Ellison afirmou em 2020 ter se mudado em tempo integral para a ilha havaiana de Lanai, avaliada em mais de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões). Mais recentemente, transferiu oficialmente sua residência para Manalapan, na Flórida, a cerca de 20 minutos de Mar-a-Lago.
Apesar do destaque recente de suas negociações e da proximidade com Trump, a maior parte de sua fortuna ainda vem da Oracle, empresa de software que cofundou em 1977. Suas ações na companhia valem atualmente mais de US$ 170 bilhões (R$ 850 bilhões), já descontados os papéis dados como garantia em empréstimos. A Oracle também integrou um consórcio que adquiriu a operação americana do TikTok em janeiro, em um acordo que avaliou o negócio em US$ 14 bilhões (R$ 70 bilhões).
Em meados de setembro, Ellison chegou a se tornar brevemente a segunda pessoa da história a atingir US$ 400 bilhões (R$ 2 trilhões) e ficou a menos de US$ 40 bilhões (R$ 200 bilhões) de Musk, impulsionado por projeções de receita para a divisão de computação em nuvem da Oracle — especialmente ligada a soluções de inteligência artificial — que levaram as ações a subir 36% em um único dia. Desde então, os papéis recuaram mais de 50%, diante de questionamentos de analistas sobre uma possível bolha em IA, as margens da operação de nuvem e a dependência de endividamento e da parceria com a OpenAI.
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7. Michael Dell
Fortuna: US$ 177 bilhões (R$ 885 bilhões), alta de US$ 34 bilhões (R$ 170 bilhões) no último mês
Fonte: Dell Technologies
Idade: 61 anos
Residência: Austin, Texas
Cidadania: Estados Unidos
Dell começou a empreender aos 19 anos, vendendo computadores a partir do dormitório da University of Texas at Austin. Ao fim do primeiro ano de faculdade, já havia faturado US$ 80 mil (R$ 400 mil). Hoje, é presidente do conselho e CEO da Dell Technologies, formada em 2016 a partir da fusão de US$ 60 bilhões (R$ 300 bilhões) com a gigante de armazenamento EMC Corporation.
Ele abriu o capital da empresa que leva seu nome em 1988, fechou o capital em 2013 com apoio da gestora Silver Lake Partners e voltou à bolsa no fim de 2018, após uma reestruturação financeira complexa. A divisão de software em nuvem da companhia, a VMware, foi desmembrada em 2021. Em 2023, a fabricante de chips Broadcom adquiriu a empresa por US$ 69 bilhões (R$ 345 bilhões), dos quais 39% foram destinados a Dell.
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8. Jensen Huang
Fortuna: US$ 173 bilhões (R$ 865 bilhões), alta de US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões) no último mês
Fonte: semicondutores
Idade: 63 anos
Residência: Los Altos, Califórnia
Cidadania: Estados Unidos
Huang cofundou a Nvidia em 1993 e atua desde então como CEO e presidente. Ele detém cerca de 3% da companhia, que abriu capital em 1999. Sob sua liderança, as GPUs da Nvidia se tornaram dominantes primeiro no mercado de jogos e, mais recentemente, em inteligência artificial, movimento que levou a empresa a alcançar o valor de mercado de US$ 5 trilhões (R$ 25 trilhões) em outubro.
Nascido em Taiwan, Huang se mudou ainda criança para a Tailândia. Com o aumento das tensões políticas no país, sua família decidiu enviá-lo, junto com o irmão, para os Estados Unidos.
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9. Rob Walton
Fortuna: US$ 150 bilhões (R$ 750 bilhões), alta de US$ 7 bilhões (R$ 35 bilhões) no último mês
Fonte: Walmart
Idade: 81 anos
Residência: Bentonville, Arkansas
Cidadania: Estados Unidos
Rob Walton é o filho mais velho de Sam Walton, fundador do Walmart, a quem sucedeu como presidente do conselho após a morte do pai, em 1992. Ele deixou o cargo em 2015, sendo substituído pelo genro, Greg Penner, e se retirou completamente do conselho da empresa em 2024.
Rob é um dos cinco herdeiros bilionários de Sam Walton, que, junto a fundos filantrópicos ligados ao irmão John Walton, controlam cerca de 45% do Walmart. Além do varejo, ele também tem presença no esporte: é dono do Denver Broncos, da National Football League, ao lado da filha e do genro, e teria adquirido discretamente uma participação de 10% no Arizona Diamondbacks, equipe da Major League Baseball, há dois anos.
10 / 10 Jim Walton
10. Jim Walton
Fortuna: US$ 147 bilhões (R$ 735 bilhões), alta de US$ 7 bilhões (R$ 35 bilhões) no último mês
Fonte: Walmart
Idade: 77 anos
Residência: Bentonville, Arkansas
Cidadania: Estados Unidos
Jim Walton é o filho mais novo de Sam Walton, fundador do Walmart. Ele preside o Arvest Bank Group, banco da família que possui ativos de US$ 27 bilhões (R$ 135 bilhões).
Jim integrou o conselho do Walmart por mais de uma década, até deixar o posto em 2016, quando foi substituído por seu filho, Steuart Walton. Sua filha, Annie Proietti, preside a Walton Family Foundation, que administra um patrimônio de US$ 8,6 bilhões (R$ 43 bilhões) em ativos, com base nos dados de 2024.