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quarta-feira, junho 10, 2026

Advogada explica revisões que podem garantir aumento na aposentadoria e na pensão

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Milhares de aposentados e pensionistas podem ter direito a correções no benefício sem depender da Revisão da Vida Toda. Segundo a advogada previdenciarista Dra. Cristiane, diversos erros de cálculo, períodos não considerados e regras mais vantajosas podem abrir caminho para revisões capazes de aumentar o valor pago pelo INSS.

Em entrevista ao Canal Medeiros, a especialista afirmou que existem dezenas de possibilidades de revisão administrativa e judicial. Muitas delas envolvem situações que passam despercebidas pelos segurados e continuam afetando o valor recebido todos os meses.

Revisão pode alcançar até pensão por morte

Quem recebe pensão por morte também pode ter direito a uma revisão. De acordo com Dra. Cristiane, o pedido normalmente começa pela análise do benefício que originou a pensão.

Quando o segurado falecido tinha direito a uma correção na aposentadoria, o reflexo dessa mudança pode alcançar o valor pago ao pensionista.

A advogada explicou que muitas pessoas acreditam que a morte do segurado impede qualquer revisão. Porém, em determinadas situações, a correção do benefício original pode gerar aumento na pensão.

Segundo ela, existem casos em que a análise do processo previdenciário do falecido revela direitos que não foram reconhecidos pelo INSS durante a concessão da aposentadoria.

Direito adquirido pode garantir benefício mais vantajoso

A especialista também chamou atenção para a chamada revisão do direito adquirido.

Ela explicou que segurados aposentados após a Reforma da Previdência podem ter direito a regras mais vantajosas existentes antes das mudanças constitucionais.

Nesses casos, o segurado precisa comprovar que já cumpria os requisitos exigidos antes da alteração da legislação.

Se isso ocorrer, a pessoa pode pedir que o INSS recalcule o benefício com base na regra mais favorável disponível naquele período.

Benefícios por incapacidade entram na lista de revisões

Outro grupo que merece atenção inclui pessoas que receberam benefícios por incapacidade.

A advogada citou aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e auxílio-acidente concedidos entre 2002 e 2009.

Segundo ela, mudanças na forma de cálculo desses benefícios podem ter gerado pagamentos menores do que os devidos. Por isso, uma análise especializada pode identificar diferenças e possíveis correções.

Pessoas com deficiência podem receber valores maiores

A entrevista também destacou a revisão destinada a segurados com deficiência.

De acordo com Dra. Cristiane, o reconhecimento da deficiência pode alterar o cálculo da aposentadoria e até reduzir o tempo necessário para obtenção do benefício.

Além disso, a regra pode afastar a aplicação do fator previdenciário em determinadas situações.

A especialista afirmou que o segurado precisa apresentar documentos médicos, exames e passar pela perícia do INSS para comprovar a condição.

Quando o reconhecimento acontece, o benefício pode ser recalculado e gerar pagamento de diferenças dentro dos limites legais previstos.

Créditos: (Reprodução)

Tempo de serviço pode ter ficado fora da conta

Servidores públicos também devem verificar se todos os períodos trabalhados entraram corretamente no cálculo da aposentadoria.

A advogada explicou que a Certidão de Tempo de Contribuição (CTC) permite transferir períodos entre regimes previdenciários.

Erros no aproveitamento desse tempo podem reduzir o valor final do benefício ou impedir o reconhecimento de períodos importantes para a aposentadoria.

Por isso, a conferência dos vínculos e das certidões pode revelar oportunidades de revisão.

Acréscimo de 25% beneficia alguns aposentados por invalidez

A legislação também prevê um adicional para determinadas situações envolvendo aposentadoria por invalidez.

Segundo Dra. Cristiane, o segurado que comprovar necessidade permanente de ajuda de terceiros pode ter direito a um acréscimo de 25% no benefício.

A comprovação depende de documentos médicos e da demonstração de que a pessoa precisa de assistência contínua para atividades do dia a dia.

A especialista ressaltou que esse adicional pode representar um aumento importante na renda mensal do aposentado.

Análise individual é fundamental

As revisões previdenciárias dependem da situação de cada segurado. Tempo de contribuição, histórico profissional, documentos apresentados e regras vigentes na época da concessão influenciam diretamente o resultado.

Por isso, especialistas recomendam analisar o processo administrativo, os cálculos do benefício e o histórico de contribuições antes de concluir se existe direito a uma revisão.

Em muitos casos, o segurado só descobre possíveis erros após uma avaliação detalhada da documentação previdenciária.

Perguntas frequentes

Quem recebe pensão por morte pode pedir revisão?
Sim. Em algumas situações, a revisão da aposentadoria do segurado falecido pode gerar reflexos na pensão.

A Revisão da Vida Toda é a única alternativa?
Não. Existem diversas modalidades de revisão baseadas em erros de cálculo, períodos não reconhecidos e regras mais vantajosas.

Servidor público pode pedir revisão?
Pode. Principalmente quando há problemas relacionados à Certidão de Tempo de Contribuição (CTC) ou ao aproveitamento de períodos trabalhados.

Aposentados por invalidez podem receber valor maior?
Sim. Alguns segurados podem ter direito ao adicional de 25% quando comprovam necessidade permanente de ajuda de terceiros.

Quem tem deficiência pode revisar a aposentadoria?
Dependendo do caso, sim. O reconhecimento da deficiência pode alterar regras de cálculo e aumentar o valor do benefício.

[Fonte Original]

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