Durante muito tempo, o envelhecimento da pele foi associado principalmente à exposição solar, ao tabagismo tradicional e ao próprio passar dos anos. Com a mudança de hábitos e o avanço de novas tecnologias no cotidiano, especialistas passaram a observar outros fatores que também interferem diretamente na qualidade do colágeno e na saúde cutânea, ampliando o debate sobre o que, de fato, acelera esse processo.
Entre os elementos que entraram nessa discussão está o uso do cigarro eletrônico. Pesquisas na área de dermatologia e medicina do estilo de vida já relacionam o vape ao aumento do estresse oxidativo e de processos inflamatórios no organismo, mecanismos que impactam a capacidade de regeneração da pele e a manutenção de sua estrutura. Ao mesmo tempo, fatores ligados ao estilo de vida, como noites mal dormidas, estresse constante, alimentação rica em açúcar e ultraprocessados e uso excessivo de telas, também passaram a ser considerados relevantes nesse cenário.
No caso do sono, por exemplo, estudos apontam que a privação ou a má qualidade do descanso noturno está associada à pior recuperação cutânea e a sinais mais evidentes de envelhecimento precoce. O estresse crônico segue lógica semelhante: níveis elevados de cortisol podem afetar a atividade dos fibroblastos — células responsáveis pela sustentação da pele —, prejudicando a produção de colágeno ao longo do tempo.
A alimentação também ocupa papel central nesse processo. O consumo excessivo de açúcar pode desencadear a glicação, reação que compromete fibras como colágeno e elastina, contribuindo para a perda de elasticidade e para uma aparência mais opaca e rígida da pele. Já o uso prolongado de telas entrou no radar por sua relação indireta com o envelhecimento, especialmente quando interfere no sono e intensifica padrões de estresse.