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sexta-feira, junho 26, 2026

Ex-primeiro-ministro do Peru é condenado no caso Odebrecht

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O ex-primeiro-ministro peruano César Villanueva foi condenado a quatro anos de prisão por tráfico de influência, em um caso relacionado à investigação de pagamentos de propina da empresa brasileira Odebrecht para a construção de uma rodovia quando era governador da região amazônica de San Martín (2007-2013).

A sentença foi proferida nesta quinta-feira (25) pela Câmara Criminal Especial do Supremo Tribunal de Justiça, que considerou o ex-líder de governo de Ollanta Humala (2011-2016) culpado de instigar o crime contra a administração pública.

O tribunal especificou que a decisão, que também impôs a Villanueva a proibição de ocupar cargos públicos por cinco anos, será executada assim que for confirmada em apelação.

O ex-procurador-geral Alberto Rossel e o ex-procurador provincial Ronald Chafloque também foram condenados a seis e quatro anos de prisão, respectivamente, e o empresário José Santisteban Zurita, a três anos.

Villanueva foi acusado de contatar os dois procuradores em 2019 para tentar pressionar o gabinete do procurador anticorrupção Germán Juárez, um dos investigadores da Operação Lava Jato no Peru, a acelerar um processo contra ele por supostos pagamentos ilícitos da Odebrecht.

Segundo essa investigação, o político recebeu pagamentos relacionados ao projeto da rodovia San José de Sisa quando era governador de San Martín.

O tribunal especificou que o ex-primeiro-ministro recebeu a pena mínima estabelecida para esse tipo de crime, que prevê pena máxima de oito anos de prisão, por não ter antecedentes criminais, possuir fortes laços com a comunidade e demonstrar disposição para se submeter ao processo judicial.

Ao final da leitura da sentença, que durou quase três horas, o Ministério Público e a Procuradoria-Geral da República manifestaram sua concordância com a decisão judicial, enquanto os advogados dos réus anunciaram que recorreriam “em todos os seus aspectos”.

[Fonte Original]

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