De acordo com dados do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), o Paraguai exportou mais de 132 mil toneladas de carne bovina até junho deste ano, totalizando US$ 901 milhões (cerca de R$ 5 bilhões na cotação atual) em receita.
Na comparação com o primeiro semestre de 2025, o volume embarcado caiu 40%, já que no ano passado haviam sido exportadas mais de 185 mil toneladas. Em termos de receita, a redução foi de 17%, considerando que, no mesmo período de 2025, as exportações haviam ultrapassado US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,5 bilhões na cotação atual).
Esse desempenho de um dos principais setores da economia paraguaia representa um dos menores volumes exportados desde 2019, ano em que o país registrou o último recuo expressivo nos embarques. Naquele período, as exportações somaram pouco mais de 108 mil toneladas, equivalentes a US$ 439 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões na cotação atual).
Entre os maiores frigoríficos exportadores do Paraguai, a Minerva Foods se destaca como a principal empresa do setor. De capital brasileiro, a companhia lidera os embarques de carne bovina paraguaia e opera unidades industriais no país, reforçando a presença do Brasil na cadeia regional de proteína animal. Também aparecem entre os principais exportadores o Frigorífico Concepción, o Frigorífico Guaraní, o Frigomercado e o Frigorífico Neuland
Entre os principais compradores da carne bovina paraguaia, o Chile manteve a liderança, com quase 43 mil toneladas importadas e compras que totalizaram US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,65 bilhão na cotação atual), respondendo por 33% do valor total exportado.
Israel ficou na segunda posição, com 19 mil toneladas adquiridas e US$ 156 milhões (cerca de R$ 858 milhões na cotação atual) em importações, o equivalente a 17% do faturamento das exportações.
Os Estados Unidos apareceram como o terceiro maior comprador, com 22 mil toneladas embarcadas, que renderam quase US$ 130 milhões (cerca de R$ 715 milhões na cotação atual).
Já Taiwan recebeu quase 16 mil toneladas, gerando US$ 110 milhões (cerca de R$ 605 milhões na cotação atual), o equivalente a 12% do valor exportado. Juntos, esses quatro mercados concentraram 77% das exportações paraguaias de carne bovina.
Apesar de a carne bovina paraguaia continuar presente em 47 mercados, o país encerrou o primeiro semestre de 2026 com a perda de oito destinos que haviam registrado compras no ano anterior. Egito, Angola, Líbia e Geórgia deixaram de importar o produto, juntando-se a Cuba, Senegal, Guiné Equatorial e à República de Djibuti. Ainda assim, o setor conseguiu redirecionar os embarques para outros mercados.
Peru, Filipinas, Singapura e El Salvador passaram a figurar entre os destinos da carne bovina paraguaia, embora não aparecessem na relação de mercados atendidos no primeiro semestre de 2025. A esses países somaram-se mercados considerados estratégicos, como Emirados Árabes Unidos (EAU), Bolívia, Panamá, Haiti e República Democrática do Congo, consolidando uma renovação da carteira de clientes.
Dessa forma, a carne bovina, um dos principais produtos do agronegócio paraguaio, continua ampliando sua presença internacional. O Senacsa destaca que o Paraguai vem se consolidando como um fornecedor confiável de alimentos, após superar avaliações e auditorias sanitárias, fortalecendo sua posição no mercado internacional e ampliando o acesso a mercados cada vez mais competitivos.
Originalmente publicado na Forbes Paraguai, com edição Brasil