A proteção que os hackers chineses recebem “dentro da China não se estende no momento em que você cruza uma fronteira”, disse Leatherman.
A Embaixada da China em Washington não respondeu a um pedido de comentário.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse na segunda-feira que o governo chinês se opõe ao fato de Washington “fabricar acusações por meio de manipulação política” e pediu ao governo italiano que “evite se tornar cúmplice dos EUA”.
Xu, juntamente com vários co-conspiradores, hackeou universidades, imunologistas e virologistas sediados nos EUA que realizavam pesquisas sobre vacinas, tratamento e testes da Covid-19, informou o Departamento de Justiça em 27 de abril.
De acordo com o DOJ, Xu e outros relataram a invasão ao Shanghai State Security Bureau do Ministério da Segurança do Estado da China, uma agência de inteligência do governo chinês. Um funcionário do bureau, então, orientou Xu a visar contas de email específicas pertencentes a virologistas e imunologistas.
Xu e outros também foram responsáveis pela exploração de vulnerabilidades no programa de email Microsoft Exchange Server como parte de uma ampla campanha de ataques, registrada publicamente como “Hafnium”, de acordo com o DOJ.