O governo federal decidiu ampliar o prazo para a exigência da biometria vinculada à nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Com a mudança, milhões de brasileiros terão mais tempo para regularizar a documentação sem risco imediato de bloqueios ou dificuldades no acesso a benefícios sociais.
A medida consta na Portaria SGD/MGI nº 2.907/2026, publicada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). O novo cronograma altera as datas previstas para a obrigatoriedade da biometria e da nova identidade em todo o país.
A decisão chegou após a avaliação de que muitos cidadãos ainda não concluíram o cadastro biométrico exigido pelo governo. Por isso, a União optou por estender os prazos e permitir uma adaptação mais tranquila ao novo sistema de identificação.
Quem precisará emitir o novo RG
As novas regras não tratam todos os cidadãos da mesma forma. O governo definiu prazos diferentes conforme a situação cadastral de cada pessoa.
Quem ainda não possui nenhum registro biométrico precisará emitir a Carteira de Identidade Nacional a partir de janeiro de 2027.
Por outro lado, quem já tem biometria cadastrada em bases oficiais, como o TSE, a CNH ou o passaporte, ganhou mais tempo para se adequar. Nesses casos, a exigência da nova identidade só passará a valer em janeiro de 2028.
As determinações valem tanto para quem já recebe benefícios sociais quanto para futuros beneficiários.
Governo evita transtornos durante a transição
Antes da publicação da nova portaria, parte da população poderia enfrentar exigências relacionadas à biometria ainda em 2026.
Com a mudança, o governo pretende ampliar o período disponível para que os cidadãos realizem gratuitamente o cadastramento biométrico e atualizem os documentos.
A expectativa é reduzir dificuldades durante a implantação da nova política de identificação nacional, além de evitar que pessoas deixem de acessar serviços públicos por falta de regularização documental.
O que muda com a Carteira de Identidade Nacional – CIN
A CIN substitui gradualmente o modelo tradicional do RG e adota o CPF como número único de identificação em todo o território nacional.
Além disso, o documento reúne dados biométricos e busca diminuir problemas relacionados a registros duplicados ou divergentes entre estados.
Na versão digital, o cidadão também pode incluir informações complementares, como CNH e título de eleitor.
Como solicitar o novo RG
Para emitir a nova identidade, o cidadão deve acessar o portal do governo ou o sistema de agendamento disponibilizado pelo estado onde mora.
No dia marcado, será necessário apresentar a certidão de nascimento ou a certidão de casamento, conforme o caso.
A emissão da primeira via da Carteira de Identidade Nacional segue gratuita em todo o Brasil. Com os novos prazos definidos pelo governo federal, os brasileiros passam a contar com mais tempo para atualizar a documentação e manter o acesso regular aos benefícios e serviços públicos.